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Maranata atrela reajustes salariais a aumento da receita e diz que prometer zerar a fila da saúde é “irresponsável”

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br | Data: 29/09/2026 16:22:04

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Jeff Botega / Grupo RBS
Marcelo Maranata (PSDB) detalhou compromissos de governo em sabatina na Rádio Gaúcha.

O candidato Marcelo Maranata (PSDB) se comprometeu a, se for eleito governador, cortar 30% das despesas do Estado, incluindo os poderes Legislativo e Judiciário, para conseguir bancar a conta de promessas feitas para a saúde e infraestrutura. Na sabatina da Rádio Gaúcha, o tucano não detalhou como faria a redução dos gastos, limitando-se a explicar que faria ajustes no orçamento. Maranata condicionou os investimentos e reajustes salariais do funcionalismo ao aumento da arrecadação.

Contrário ao aumento de impostos e à implantação de novas praças ou pórticos de pedágio nas rodovias estaduais, Maranata planeja obter recursos para financiar suas propostas a partir do enxugamento da máquina pública, da atração de empreendimentos privados, com foco na geração de energia renovável, e na renegociação da dívida com a União.

Do governo federal, inclusive, é de onde Maranata planeja atrair mais recursos, negociando a criação de um fundo constitucional do Sul — ideia defendida por todos os quatro candidatos, mas que depende de articulação no Congresso Nacional. A verba da União, que o candidato não explicou quanto seria, serviria ainda para financiar um consórcio metropolitano, responsável pela gestão e manutenção das casas de bombas e diques após executar obras emergenciais contra as enchentes. Maranata diz que é possível atualizar projetos já existentes em até seis meses e lançar as licitações em cinco dias.

Maranata sugeriu ainda uma fórmula de concessões para geração de energia eólica e solar em que o Rio Grande do Sul seria sócio do negócio, com participação de 5% a 10%. Com isso, o Estado poderia arrecadar dividendos para o caixa estadual a partir da venda de energia para financiar serviços públicos. A parceria com o setor privado, entretanto, não é opção do candidato para as rodovias estaduais, cujos investimentos em obras de duplicação seriam feitos com recursos próprios, provenientes do enxugamento do orçamento.

Na saúde, um dos temas mais falados durante a entrevista, o tucano evitou prometer zerar a fila do SUS, como fizeram os adversários Gabriel Souza (MDB), no debate da Gaúcha, e Juliana Brizola (PDT), em sabatina, classificando a ideia como uma “irresponsabilidade”. 

Maranata pretende enfrentar o problema sendo ele próprio o secretário da Saúde nos primeiros seis meses de governo, período em que planeja dividir o Estado em sete polos descentralizados para organizar os atendimentos e reajustar a tabela SUS Gaúcho para melhorar a remuneração de consultas, exames e procedimentos.

No funcionalismo, Maranata acenou com reajustes salariais para professores e policiais, mas deixou claro que a concessão de aumentos está condicionada ao incremento real da arrecadação. Por fim, garantiu que extinguirá o salário mínimo regional, apontando a medida como um entrave burocrático que afasta investimentos privados, e que negociará o fim do piso diretamente com sindicatos, empresários e a Assembleia Legislativa.
Ao final, já fora do ar, disse que não está nos seus planos acabar com o desconto previdenciário dos servidores aposentados, como fez Juliana, porque o Estado não pode abrir mão dessa receita.