PGR nega conexão com caso Master em investigação sobre produtora de “Dark Horse”
Fonte: oantagonista.com.br | Data: 29/09/2026 17:24:06
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta terça-feira, 29, contra um pedido apresentado pela defesa da empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora que realiza o filme “Dark Horse”, para levar investigação para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Karina é investigada por contratos para o fornecimento de Wi-Fi firmados por um de seus institutos com a Prefeitura de São Paulo.
O pedido foi encaminhado ao ministro do STF André Mendonça, sob a alegação de que as apurações teriam vínculo com os inquéritos do Banco Master, cujo relator é o próprio magistrado.
A PGR, contudo, pediu o indeferimento do pedido. O órgão afirma que a investigação estadual trata de um “episódio distinto”, sem relação com o que é apurado no Supremo.
A polícia paulista apura supostas irregularidades identificadas em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil, fundado por Karina. O convênio prevê o fornecimento de pontos de Wi-Fi em comunidades da capital.
“Verifica-se que o cenário fático subjacente ao inquérito estadual ostenta delimitação autônoma e genérica, desprovida de dados probatórios mínimos aptos a evidenciar o nexo de conexão ou interdependência com o plexo investigativo mais amplo desenvolvido no âmbito da “Operação Compliance Zero”, escreveu a PGR, em parecer assinado pelo PGR Paulo Gonet.
O ministro do STF ainda não se pronunciou sobre o pedido dos advogados de Karina.
Na petição, a defesa solicitou, em caráter liminar, a suspensão imediata do inquérito da Polícia Civil de São Paulo e de todas as medidas investigativas relacionadas ao caso. O objetivo era conseguir a chamada “avocação” do processo, ou seja, que a investigação em primeira instância fosse levada ao Supremo.
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