De acordo com dados apurados pelo IBGE, a taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, alcançando uma nova mínima histórica e levando a população ocupada ao recorde de 103,5 milhões de pessoas. Contudo, o avanço do mercado de trabalho ocorreu sobretudo no setor informal, enquanto os dados do Caged indicam uma desaceleração no ritmo de geração de empregos com carteira assinada.
Em contrapartida, dados divulgados pelo Banco Central apontam que o endividamento das famílias atingiu 49,9% da renda e o comprometimento mensal com dívidas chegou ao patamar recorde de 28,7%, com a taxa de inadimplência no crédito livre subindo para 6% em agosto. O cenário revela um contraste no orçamento das famílias, pressionado por juros elevados, expansão de gastos recorrentes e recomposição de renda insuficiente perante a inflação acumulada nos últimos anos.