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CGU: 93,3% dos consignados no Banco Master começaram antes da assinatura

Fonte: bmcnews.com.br | Data: 30/09/2026 13:24:46

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A Controladoria-Geral da União constatou que 93,3% dos contratos de crédito consignado do Banco Master examinados começaram a valer antes da assinatura dos aposentados e pensionistas do INSS.

A Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que 93,3% dos contratos de crédito consignado do Banco Master examinados começaram a valer antes da assinatura dos aposentados e pensionistas do INSS. A ocorrência alcançou 154.867 dos 165.990 contratos avaliados.

A auditoria abrangeu contratos do banco entre 2019 e 2025. Nenhuma outra instituição analisada apresentou proporção tão alta de assinaturas posteriores ao início da vigência, situação tratada como indício de irregularidade.

O que a CGU encontrou nos contratos do Master?

A análise concentrou dois achados no Banco Master: a inversão entre as datas de vigência e assinatura e a validação biométrica insuficiente.

Achado Resultado da auditoria
Contratos do Master avaliados 165.990
Contratos com assinatura posterior à vigência 154.867
Proporção com vigência anterior à assinatura 93,3%
Contratos com validação biométrica insuficiente 62,4%

Os contratos avaliados correspondem ao período de 2019 a 2025. A proporção de 93,3% foi a maior encontrada entre todas as instituições incluídas na auditoria.

Por que a vigência anterior à assinatura chama atenção?

A data de vigência indica quando o contrato começou a valer, enquanto a assinatura registra a formalização pelo titular. Nos 154.867 casos identificados, essa sequência apareceu invertida: o início da vigência foi registrado antes da assinatura do aposentado ou pensionista.

Esse é o ponto mais sensível para o beneficiário. A própria cronologia registrada não mostra a assinatura antecedendo o começo do contrato. A auditoria tratou essa ocorrência como indício de irregularidade.

O que a auditoria apontou sobre a biometria?

A CGU também apontou validação biométrica insuficiente em 62,4% dos contratos do Banco Master analisados. O dado acrescenta uma fragilidade de identificação ao problema encontrado na sequência das datas contratuais.

Os dois resultados tratam de controles diferentes. Um envolve o momento em que o contrato passou a vigorar. O outro alcança a validação biométrica empregada na contratação.

O problema ficou restrito ao Banco Master?

A CGU concluiu que existem fragilidades sistêmicas nos controles do crédito consignado do INSS. No conjunto das instituições analisadas, a auditoria também identificou contratos assinados com CPFs de pessoas que já estavam mortas.

Esse último achado não foi atribuído especificamente ao Banco Master nos dados consolidados. Em relação ao banco, os resultados individualizados foram a vigência anterior à assinatura em 93,3% dos contratos e a validação biométrica insuficiente em 62,4% deles.

Como o Credcesta aparece na auditoria?

Os achados incluem a modalidade de cartão consignado de benefício. O Credcesta, apontado como carro-chefe do Banco Master, enquadrava-se nessa categoria.

A inclusão da modalidade mostra que o diagnóstico da CGU também alcançou contratos de cartão consignado de benefício, e não apenas outras formas de crédito consignado vinculadas ao INSS.

A conferência inicial deve comparar a data da assinatura com a data de início da vigência registrada no contrato. Também deve considerar a validação biométrica e a modalidade indicada no documento, especialmente quando se tratar de cartão consignado de benefício.

Esses três elementos correspondem diretamente aos pontos destacados pela auditoria: cronologia contratual, identificação biométrica e modalidade do crédito.

BANCO MASTER
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil