MP do Ceará é favorável à soltura de namorado de Isabelle Caracristi
Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 01/10/2026 11:11:37
O Ministério Público do Ceará (MPCE) deu parecer favorável à soltura de João Munhoz Neto, de 34 anos, preso desde 22 de setembro por suspeita de induzimento ao suicídio e violência psicológica contra a namorada Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta em Fortaleza. A decisão final cabe à Justiça.
O parecer foi apresentado nesta quarta-feira (30) e, segundo a TV Verdes Mares, estabelece medidas cautelares caso a liberdade seja concedida. Entre elas estão o comparecimento mensal à Central de Alternativas Penais, a proibição de deixar Fortaleza e a obrigação de informar o endereço atual à Justiça.
João também deverá comparecer a todos os atos processuais para os quais for intimado, permanecer em casa no período noturno e usar tornozeleira eletrônica. O pedido de soltura foi apresentado pela defesa dele.
Isabelle foi encontrada sem vida no pátio do condomínio onde morava com João, no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite de 13 de setembro. No dia seguinte à morte, o apartamento foi limpo e colocado à venda.
Imagens da câmera de segurança do prédio, obtidas pelo Jornal Diário do Nordeste, mostram Isabelle chegando ao prédio às 17h58. João desce para buscá-la na portaria, e eles sobem juntos no elevador. Às 18h33, ele deixa o prédio com outra roupa. Às 19h12, Isabelle entra no elevador a caminho do terraço, no 23º andar. A última mensagem dela foi às 19h22. Segundo a polícia, Isabelle morreu 88 minutos após subir para o terraço, às 20h40.
O laudo cadavérico apontou como causa da morte politraumatismo, com lesões compatíveis com o impacto contra o solo. A necropsia não constatou gravidez, e exames toxicológicos deram negativo. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) produziu dez laudos sobre o caso, e outros três estão em fase de conclusão.
A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, afirmou ao Fantástico que considerava o comportamento do namorado controlador e que a filha reclamava de ciúmes e possessividade. João era chefe de Isabelle no escritório de advocacia onde ela estagiava desde julho. A defesa dele confirmou que João era casado com outra mulher quando começou o namoro, mas afirmou que ele estava separado de fato.