Caso Isabelle Caracristi: Justiça determina soltura de João Munhoz Neto
Fonte: mais.opovo.com.br | Data: 02/10/2026 01:32:50
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João Munhoz Neto está preso desde 22 de setembro
A Justiça determinou a soltura do bacharel em Direito João Munhoz Neto, de 34 anos, preso no âmbito da investigação que apura a morte da sua então namorada, a estudante de Direito Isabelle Caracristi, 22 — caso ocorrido em 13 de setembro, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Em nota, o TJCE informou que a 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza acolheu a manifestação do Ministério Público, que opinou pela liberdade em parecer realizado nessa quarta-feira, 30. “A decisão estabeleceu medidas cautelares, entre elas o distanciamento dos familiares da vítima, o monitoramento eletrônico e a proibição de se ausentar da comarca”, consta na nota oficial. O caso tramita em segredo de Justiça e, por isso, não foi possível ter acesso à íntegra da decisão. O investigado deixou o sistema prisional no fim da tarde
dessa quinta-feira, 1º.
Também nessa quinta-feira, a mãe de Isabelle, a professora universitária Isorlanda Caracristi, convocou uma manifestação para amanhã, 3, a partir das 16 horas, na Praça Luíza Távora, no bairro Aldeota, em Fortaleza. “A mãe e familiares estarão presentes e à frente desse ato de amor à Isabelle e a todas as meninas mortas pela violência física, sexual e psicológica”, consta na publicação de convocação do ato, realizada nas redes sociais.
João estava preso desde 22 de setembro, investigado por indução ao suicídio e violência psicológica contra a mulher — acusações que ele nega. O relacionamento entre os dois começou quando Isabelle iniciou, em julho último, um estágio na empresa de correspondência jurídica onde João exercia cargo de gestão. Isabelle deixou a empresa em agosto. Um familiar relatou que a jovem havia ameaçado denunciá-lo na Justiça do Trabalho e que, por isso, pediu para que “tudo o que acontecesse” com ela a partir daquele momento fosse investigado, alertando também para “não acreditarem em João”. O investigado não estava no apartamento no momento da morte. A Perícia Forense trabalha com a tese de precipitação voluntária. (Com informações da repórter Mirla Nobre)