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Opositores de Mabel amargam derrota nas urnas em Goiânia

Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 05/10/2026 17:06:14

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Os candidatos que fizeram da oposição ao prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), sua principal bandeira nas eleições deste domingo (4) não conseguiram se eleger. O deputado estadual Clécio Alves (PSDB), o ex-deputado federal Delegado Waldir Soares (UB) e o vereador Igor Franco (Pode) ficaram pelo caminho.

Clécio Alves, que usou camisetas com a inscrição “Fora Mabel” na campanha, recebeu cerca de 13 mil votos na tentativa de permanecer na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O desempenho representa queda de 53,8% em relação a 2022, quando obteve 28,3 mil votos e foi o candidato a deputado estadual mais votado em Goiânia.

O afastamento entre Clécio e Mabel começou em abril de 2025. O deputado, que havia conquistado espaços na administração do ex-prefeito Rogério Cruz, passou a fazer oposição após perder influência na Prefeitura. Um dos focos da disputa foi a reestruturação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). No início deste ano, Clécio chegou a protocolar na Câmara Municipal um pedido de impeachment contra Mabel.

Delegado Waldir Soares, filiado ao mesmo partido de Mabel, intensificou as críticas nas redes sociais no fim do ano passado, quando se preparava para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Nos bastidores, o rompimento é associado à ausência de espaço para aliados de Waldir no primeiro escalão da Prefeitura. Ele recebeu 22,5 mil votos, distante de retornar ao Congresso. Em 2018, foi reeleito com 274,4 mil votos; em 2022, na disputa pelo Senado, obteve 539,2 mil.

Igor Franco, candidato a deputado federal, terminou com 23,2 mil votos. Ele foi o primeiro líder de Mabel na Câmara de Goiânia, em 2025, mas rompeu com a administração em meio à reestruturação da Comurg. Desde então, o embate chegou ao Judiciário: Igor responde a ações movidas por Mabel e decisões judiciais determinaram a retirada de conteúdos publicados pelo vereador, incluindo materiais considerados falsos ou adulterados com uso de inteligência artificial.

Lucas Vergílio (MDB), também opositor na Câmara, adotou postura mais moderada e não estruturou a campanha em ataques pessoais. Ex-deputado federal, alcançou 72,4 mil votos, mas não garantiu uma das 17 cadeiras de Goiás na bancada federal.