Polícia indicia namorado de Isabelle por violência psicológica e obstrução da justiça
Fonte: cn7.com.br | Data: 06/10/2026 15:34:40
A Polícia Civil do Ceará (PCCE) concluiu o inquérito que investigava a morte da estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos. O namorado da jovem, João Munhoz Neto, foi indiciado pelos crimes de violência psicológica e obstrução de Justiça.
A investigação, no entanto, não responsabilizou o bacharel em Direito por induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.
Segundo as autoridades, ficou evidenciada uma sequência progressiva de violência, acompanhada por manifestações cada vez mais intensas de sofrimento por parte da estudante.
Isabelle e João começaram a namorar cerca de dois meses antes da morte. A jovem, que cursava Direito, havia ingressado como estagiária em um escritório onde João trabalhava.
A estudante morreu após se precipitar do 23º andar de um prédio no bairro Aldeota, em Fortaleza. Conforme os laudos produzidos pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce), a queda ocorreu de forma voluntária.
João não estava no apartamento no momento da morte. Ele chegou a prestar depoimento à Polícia Civil e negou ter cometido qualquer crime.
O bacharel chegou a ser preso no dia 22 de setembro, mas a Justiça do Ceará determinou posteriormente a revogação da prisão, após pedido da defesa e parecer favorável do Ministério Público do Ceará (MPCE).
A decisão da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza estabeleceu medidas cautelares, entre elas o distanciamento dos familiares da vítima, monitoramento eletrônico e proibição de deixar a comarca.
Defesa contesta indiciamento
A advogada Lígia Peixe, que representa João Munhoz Neto, contestou o indiciamento por obstrução de Justiça.
Segundo a defesa, “de modo algum houve qualquer obstrução de Justiça”. A advogada afirma que o cliente colaborou integralmente com as investigações e disponibilizou o telefone do irmão para a Polícia Civil e para a perícia no dia da ocorrência.
O caso ganhou repercussão após a morte da universitária e passou a ser investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Com a conclusão do inquérito, o material produzido pela Polícia Civil segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.