Caso Isabelle: João Munhoz Neto é indiciado por violência psicológica e fraude processual
Fonte: opovo.com.br | Data: 06/10/2026 18:55:34
Caso Isabelle: João Munhoz Neto é indiciado por violência psicológica e fraude processual
A SSPDS anunciou nesta terça-feira que o inquérito foi concluído e enviado à Justiça em 30 de setembro. Morte foi mantida como “precipitação voluntária”
Notícia
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Atualizado às 18:36, 06/10/2026
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Publicado às 17:50, 06/10/2026
Crédito: Samuel Setubal
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Resumo
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Inquérito concluído: Polícia Civil indiciou João Munhoz por violência psicológica e fraude processual no caso Isabelle.
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Laudos da Pefoce confirmaram que a morte da universitária de 22 anos foi por “precipitação voluntária”.
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O investigado não foi indiciado por induzimento ou auxílio ao suicídio, crime que motivou sua prisão.
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A apuração reuniu 17 laudos periciais, análise de 700 horas de vídeos e depoimentos de 29 testemunhas.
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O processo foi remetido ao Judiciário e o MPCE avaliará se oferece denúncia contra João Munhoz à Justiça.
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Na nota divulgada nesta terça-feira, a SSPDS reforçou que a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu que a morte foi resultado de uma “precipitação voluntária” da estudante.
Ainda conforme a pasta, o inquérito conduzido pelo Grupo Especial de Investigação (GEI), da Polícia Civil do Ceará (PC-CE), baseou-se em 17 laudos periciais (entre necropsia, toxicológico, local de crime, laudo de DNA, papiloscopia, laudo de análise de áudio e de vídeo em câmeras e dispositivos tecnológicos) e em 29 depoimentos (prestados por familiares, amigos e colegas de trabalho do casal, além de moradores e funcionários do prédio).
Também foram analisadas cerca de 700 vídeos de câmeras de vigilância, destacou a SSPDS. “O procedimento foi remetido ao Poder Judiciário em 30 de setembro de 2026”, também afirmou a nota.
O caso agora é analisado pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), que decidirá se oferece ou não denúncia à Justiça ou se solicita novas diligências à Polícia Civil.
Confira a íntegra da nota da SSPDS:
Polícia Civil e Perícia Forense do Ceará concluem investigação e laudos sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi
A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluíram a investigação e os 17 laudos referentes à morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, registrada em 13 de setembro de 2026, em Fortaleza. O inquérito policial, subsidiado por provas, oitivas e laudos periciais, concluiu que a morte foi resultado de uma precipitação voluntária da estudante. O namorado da mulher, João Munhoz Neto, de 34 anos, foi indiciado por violência psicológica e fraude processual. O procedimento foi remetido ao Poder Judiciário em 30 de setembro de 2026.
O inquérito, conduzido pelo Grupo Especial de Investigação (GEI) – composto por equipes da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da PCCE –, colheu os depoimentos de 29 pessoas, entre familiares, amigos e colegas de trabalho do casal, além de moradores e funcionários do prédio onde Isabelle faleceu.
Durante a investigação, a PCCE cumpriu, em 22 de setembro de 2026, um mandado de prisão preventiva contra o namorado da estudante, com a finalidade de garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal. A captura foi realizada em Fortaleza. Além disso, celulares e dispositivos eletrônicos foram apreendidos e analisados.
Já a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) produziu 17 laudos periciais, entre necropsia, toxicológico, local de crime, laudo de DNA, papiloscopia, laudo de análise de áudio e de vídeo em câmeras e dispositivos tecnológicos. Foram analisadas cerca de 700 vídeos de imagens de câmeras colhidas durante o processo de investigação. Ao todo, 22 peritos e auxiliares de peritos atuaram no caso.
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A investigação também reuniu indícios de que o relacionamento entre os dois era abusivo, “marcado pela possessividade dele em relação a ela” e por “práticas de vigilancia, manipulação, constrangimento, pressão emocional, insistência sexual, interferência em suas decisões e controle de sua localização e de aspectos de sua vida financeira”.
O bacharel em Direito nega as acusações. Em entrevista à TV Record, veiculada no último domingo, 4, João afirmou que o namoro era fundamentado em “carinho, compaixão, amor, cuidado”.
“Em nenhum momento durante esses 32, 35 dias que nós estivemos juntos ela se queixou de condutas minhas”, afirmou João em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini.