Fisioterapeuta é preso por manter clínica de estética clandestina em Goiânia
Fonte: oglobo.globo.com | Data: 07/10/2026 09:29:53
Polícia Civil encontrou medicamentos vencidos, produtos hospitalares, aparato cirúrgico, receituários em branco e substâncias sem registro na Anvisa no estabelecimento
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Um fisioterapeuta foi preso em flagrante nesta quarta-feira, em Goiânia, após a Polícia Civil encontrar uma clínica de estética clandestina sob sua responsabilidade. No local, havia medicamentos vencidos, produtos de uso hospitalar, aparato cirúrgico, receituários em branco, substâncias sem registro na Anvisa e o carimbo de uma médica. O estabelecimento não tinha alvará sanitário nem responsável técnico e foi interditado pela Vigilância Sanitária.
A operação foi realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), que investiga os crimes de exercício ilegal da medicina, lesão corporal grave e crimes contra as relações de consumo. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.
A Vigilância Sanitária acompanhou a ação e também apontou condições de higiene inadequadas no estabelecimento. Diante do que foi encontrado, a autoridade policial deu voz de prisão em flagrante ao investigado.
Segundo a Polícia Civil, o fisioterapeuta foi preso pelos crimes de exercício ilegal da medicina, crime contra as relações de consumo e venda ou exposição à venda de mercadoria em condições impróprias ao consumo.
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Outro caso em setembro
Em setembro, outra fisioterapeuta foi presa em Goiânia, suspeita de causar lesões graves e gravíssimas em pacientes durante procedimentos estéticos invasivos. Segundo a Polícia Civil, à época, havia sete vítimas identificadas, com relatos de mutilações, queimaduras, sangramentos, infecções, necrose, perda de tecido e cicatrizes.
De acordo com a investigação, os procedimentos eram realizados nas regiões íntima, facial, glútea e mamária. A polícia afirmou que, em determinados casos, teriam sido feitos cortes, retirada de tecidos e alterações da anatomia das pacientes, além de prescrição ou fornecimento de medicamentos, o que, segundo a corporação, teria ultrapassado os limites técnicos e legais da atuação profissional.
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