A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 começou a tramitar no Plenário do Senado e pode ser votada na próxima semana, no período que antecede o segundo turno das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), iniciou o calendário para a discussão da matéria, prevendo a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e dois dias de descanso por semana, com a expectativa de votação antes do pleito de 25 de outubro. A iniciativa conta com forte apelo do governo e de parlamentares como Paulo Paim (PT-RS) e Teresa Leitão (PT-PE), que apontam ganhos de produtividade e apoio de 72% da população à medida.
Por outro lado, o senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro defende uma proposta alternativa que permita maior flexibilidade, possibilitando que o próprio trabalhador escolha sua jornada diária e dias de descanso. Flávio também propõe a criação de um programa de vouchers para creches e critica as políticas econômicas atuais, defendendo a redução de impostos sobre a folha de pagamento como forma de incentivar contratações e o empreendedorismo. O debate atrai também a atenção de economistas e analistas, que acompanham os dados do IBGE para mensurar os possíveis impactos no mercado de trabalho e no custo das empresas.