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Da tela à mesa, a cultura coreana tem nome próprio | Giro pelo Oriente

Fonte: veja.abril.com.br | Data: 07/10/2026 18:00:15

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Ilustração de um casal coreano em trajes tradicionais, hanbok, com a mulher segurando um buquê. Acima, o título Campanha Cultural: Na Coreia, é assim que se chama, com balões de fala contendo palavras em coreano como Drama, Soju, Mandu e Jeotgarak. Abaixo, um texto azul explica a expansão da cultura coreana e a importância de usar os termos corretos
‘Na Coreia, é assim que se chama’: campanha do Centro Cultural Coreano no Brasil apresenta ao público brasileiro as palavras que dão nome à cultura do país (./Divulgação)

A Coreia do Sul tem palavras próprias para nomear suas séries, seus quadrinhos, suas roupas e sua comida. Explicar esses termos ao público brasileiro é a proposta de “Na Coreia, é assim que se chama”. A campanha será lançada nesta noite, dia 7 de outubro, pelo Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), em parceria com o Centro de Educação Coreana em São Paulo, a iniciativa marca o Dia do Hangul, o alfabeto coreano, celebrado em 9 de outubro. Trata-se de uma homenagem à criação e à publicação do alfabeto coreano, desenvolvido pelo rei Sejong no século XV. A proposta é apresentar a escrita e discutir como palavras ligadas à cultura do país são empregadas pelo público brasileiro.

Com uma cartilha educativa, cards e vídeos explicativos, a campanha aborda expressões da cultura coreana que, no Brasil, frequentemente são confundidas com termos de outros países asiáticos. É o caso de K-drama, que frequentemente é chamado de “dorama”, e webtoon, que também é chamado de “mangá”. As atividades seguem até 21 de outubro no Instagram do CCCB.

A professora Yoon Sei, do Centro de Educação Coreana e do Instituto Sejong, abordará a grafia e o uso de expressões que frequentemente se confundem com termos de outros idiomas. Além de K-drama e webtoon, a apresentação também incluiu palavras como hanbok, jeotgarak, ganjang e doenjang.

Infográfico sobre cultura coreana com quatro seções: K-drama, Jeotgarak, Manhwa e Gimbap. Cada seção tem um título, uma imagem ilustrativa e um texto explicativo. K-drama mostra uma TV antiga exibindo um casal sob um guarda-chuva. Jeotgarak exibe uma mão segurando talheres metálicos. Manhwa apresenta um celular com a capa de um quadrinho digital. Gimbap mostra um prato com rolos de gimbap. O fundo é rosa claro
Do K-drama ao gimbap, cartilha explica termos da cultura coreana e esclarece diferenças em relação às séries, aos quadrinhos e à culinária do Japão (./Divulgação)

“Muita gente usa palavras coreanas todos os dias sem saber que são coreanas, ou troca esses termos por expressões de outras culturas. O objetivo da palestra é mostrar que cada uma dessas palavras carrega uma história própria, e que usar a grafia certa também é uma forma de respeitar essa cultura, diz Yoon Sei.

O encontro incluiu uma visita à exposição “K-Pop Encontra a Música Tradicional Coreana”, em cartaz no primeiro andar do CCCB, e uma degustação de pratos típicos, como gimbap, mandu e ramyeon.

Para a diretora do Centro Cultural Coreano no Brasil, Jeonghee Jeong, o interesse pelo vocabulário abre espaço para um conhecimento mais amplo sobre o país:

“Ver criadores de conteúdo e jornalistas engajados nesse tema mostra que existe um interesse real do público brasileiro em conhecer a cultura coreana além dos estereótipos. Esperamos que esse conhecimento se espalhe e que os amantes da cultura coreana se engajem nos conteúdos e desafios que lançaremos nas redes sociais”, afirma.

Até 21 de outubro, a ação “Meu Nome em Hangeul”, no Instagram do CCCB, convida as pessoas a publicarem um vídeo com o próprio nome e uma mensagem escrita no alfabeto coreano. Serão selecionados 20 participantes nas categorias bela caligrafia, filmagem criativa, apresentação pessoal marcante e uso criativo do Hangeul.

Os prêmios incluem produtos coreanos patrocinados pelo Ottogi Mart e materiais didáticos de coreano do BTS, grupo que tem três shows em São Paulo neste mês. Segundo o CCCB, a presença desses materiais na premiação não representa parceria oficial com o BTS, a BIGHIT MUSIC, a HYBE ou a produtora dos shows.

A campanha dá sequência a “Nomear é respeitar”, iniciativa lançada em 2025 (pelo ex-diretor do CCCB, Cheul Hong Kim), ano em que o Dia do Hangeul foi incluído oficialmente pela primeira vez no calendário do Estado de São Paulo. A inclusão resultou de uma cooperação entre o Consulado-Geral da República da Coreia e o governo estadual.

Vinculado ao Ministério da Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul, o CCCB integra uma rede de centros culturais presente em 30 países e está sediado na Avenida Paulista desde 2019. Sua programação reúne exposições, cinema, música, festivais e atividades educativas, além de cursos gratuitos de língua coreana em parceria com o Instituto Rei Sejong, aulas de K-pop, dança tradicional, taekwondo e oficinas. Segundo a instituição, em 2025, foram mais de 86 mil visitantes na sede e mais de 463 mil pessoas alcançadas em eventos pelo Brasil.

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