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Médica é investigada por sugerir não dar alta a “petistas”

Fonte: sbtnews.sbt.com.br | Data: 08/10/2026 21:06:04

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Brasil

Caso aconteceu em Goiánia, capital de Goiás; procuradoria encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral

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Antonio Souza

Médica é investigada por sugerir não dar alta a "petistas"

A Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás (PRE-GO) encaminhou ao Ministério Público Eleitoral um caso envolvendo a médica Marcella Segato, que atua na Maternidade Célia Câmara, em Goiânia. Ela teria sugerido, em um grupo privado do hospital, que pacientes “petistas” não recebessem alta hospitalar justamente por votarem no Partido dos Trabalhadores.

Segundo a procuradoria, o Ministério Público Eleitoral (MPE) poderá adotar medidas preventivas para garantir o livre exercício do voto no segundo turno.

A mensagem teria sido enviada dias antes do primeiro turno das eleições de 2026. “Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não vai dar alta para ninguém, a maioria é petista”, teria escrito a médica.

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De acordo com uma captura de tela da conversa, 12 participantes reagiram à mensagem com emojis de risada, sinal de positivo e bandeira do Brasil. Um deles respondeu: “Combinado”.

Médica enviou uma mensagem em grupo privado de profissionais | Reprodução
Médica enviou uma mensagem em grupo privado de profissionais | Reprodução

Até o momento, não há confirmação independente de que algum paciente tenha tido a alta atrasada ou negada por causa de preferência política. Também não há confirmação sobre eventual afastamento ou demissão da médica.

O que diz a médica

Em nota, Marcella pediu desculpas e afirmou que a mensagem não se traduziu em conduta profissional inadequada.

Ela declarou que nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada e que todas foram avaliadas e liberadas exclusivamente com base em critérios clínicos. Também afirmou que a preferência política não foi considerada nas avaliações e ressaltou que o voto é secreto e deve ser respeitado, sem retaliações.

Hospital diz que vai apurar o caso

O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara afirmou que não adota posicionamento político-partidário e que decisões sobre internação, permanência e alta devem seguir critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança do paciente.

A administração disse que as mensagens foram enviadas em um grupo privado e representam manifestações pessoais dos participantes, sem expressar a posição do hospital ou da instituição responsável pela gestão. Informou ainda que adotará procedimentos internos para apurar os fatos e poderá tomar medidas caso sejam constatadas condutas incompatíveis com as normas.

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou que adotou medidas administrativas para apurar o caso e reforçou às equipes a orientação de oferecer atendimento adequado, ético e respeitoso a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cremego apura denúncias em sigilo

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) afirmou que denúncias sobre a conduta ética de médicos são apuradas em sigilo, conforme o Código de Processo Ético-Profissional Médico.

O conselho também informou que solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.