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Aposentado da Aleac, Coelho segue dando aula nos bastidores da política

Fonte: contilnetnoticias.com.br | Data: 11/10/2026 16:35:01

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Quem vê Antonio Carlos Coelho com o microfone na mão, apresentando um evento ou cantando para animar a militância, pode não imaginar o tamanho da experiência que ele carrega. Por trás da desenvoltura diante do público, há um professor, consultor político e servidor que dedicou mais de quatro décadas ao Poder Legislativo do Acre.

Coelho conhece a política por dentro. Conhece a rotina das instituições, o trabalho dos bastidores e a campanha que exige disposição para conversar, organizar, panfletar e encontrar soluções. Márcio Bittar acertou quando o trouxe para perto. Ganhou um aliado que reúne conhecimento e disposição para colocar a mão na massa.

Durante muitos anos, Coelho ajudou a organizar as campanhas do senador Sérgio Petecão, um dos políticos com mais mandatos no Acre. Neste ano, levou sua experiência para a caminhada de Bittar e teve participação importante na campanha que terminou com o senador como campeão de votos nas eleições de 2026.

Uma vitória tem muitas mãos, e o reconhecimento não precisa ficar restrito a quem aparece na urna. Coelho foi uma dessas mãos que trabalharam para fazer a campanha acontecer.

Sua trajetória ajuda a entender essa capacidade de atuar em tantas frentes. Em 1º de abril de 1981, começou na Assembleia Legislativa do Acre como auxiliar de serviços gerais. Ao longo dos anos, investiu em qualificação e conquistou novos espaços. Exerceu as funções de auxiliar legislativo, técnico legislativo, técnico em assuntos culturais e educacionais e analista legislativo.

É uma caminhada que merece respeito. Coelho começou em uma função de apoio e chegou a postos de responsabilidade na instituição. Foi chefe da Seção de Direitos e Deveres, coordenador de Atas e Anais, subsecretário de Atividades Legislativas e, durante seis anos, secretário executivo do Poder Legislativo acreano.

Conhecer a Assembleia por tantos ângulos significa aprender a lidar com pessoas, responsabilidades e decisões. Uma experiência que ajuda a compreender por que Coelho consegue circular entre a organização de um evento e a discussão de uma estratégia política.

Também buscou formação para acompanhar as exigências do trabalho. Seu currículo inclui pós-graduação em Poder Legislativo pela PUC-Minas, participação no Programa SEBRAE de Qualidade Total e no Programa de Gestão Avançada da Amana-Key, em São Paulo. Participou ainda da V Conferência Brasileira de Educação, em Brasília, e atuou como consultor político credenciado na Associação Brasileira de Consultores Políticos.

A vivência pública ultrapassou os corredores da Aleac. Coelho assumiu uma cadeira de vereador em Rio Branco, na condição de suplente, em 1992, e foi suplente de senador da República em 2006. Conheceu, portanto, diferentes espaços da atividade política.

Ao anunciar sua aposentadoria, destacou o orgulho de ter trabalhado na Assembleia e agradeceu a Deus, aos familiares, aos colegas, aos deputados e aos servidores que fizeram parte de sua caminhada. Uma despedida marcada pelo reconhecimento de que nenhuma trajetória se constrói sozinha.

A aposentadoria encerra um ciclo no serviço público, mas toda essa bagagem continua tendo valor. Na campanha de Bittar, Coelho mostrou isso com trabalho: apresentou eventos, cantou, distribuiu panfletos e ajudou a montar estratégias. Da tarefa mais visível àquela que quase ninguém percebe, esteve disposto a contribuir.

Campanha exige discurso, mas também exige execução. Alguém precisa organizar a programação, movimentar a militância e ajudar a mensagem a chegar às pessoas. Coelho reúne a experiência de quem entende os bastidores com a desenvoltura de quem sabe lidar com o público.

Por isso, o abraço de Bittar em Coelho foi um acerto. Trouxe para a campanha décadas de aprendizado, capacidade de organização e disposição para enfrentar a jornada.

Na hora da comemoração, os holofotes se voltam para o vencedor. É natural. Mas uma boa coluna também ilumina quem trabalhou para que a festa fosse possível. E Carlos Coelho merece estar nessa fotografia.