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Prêmio Jabuti revela indicados da 68ª edição e novidades nas regras do Livro do Ano | O Imparcial

Fonte: oimparcial.com.br | Data: 14/10/2026 14:40:37

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A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou nesta quarta-feira (14) os finalistas de cada categoria da 68ª edição do Prêmio Jabuti, a principal e mais prestigiada distinção da literatura do país. Ao todo, a edição deste ano registrou 4.675 obras e projetos inscritos. A cerimônia oficial de entrega dos prêmios será realizada no dia 27 de outubro, na Sala São Paulo, em um evento para convidados na capital paulista, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da CBL no YouTube.

As obras concorrentes disputam o prêmio em 23 categorias organizadas em quatro eixos principais: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. A lista completa dos selecionados está disponível no site oficial do evento.

Alterações nas regras e novidades digitais marcam a edição

Entre as principais inovações desta edição, destaca-se a estreia da categoria “Incentivo à Leitura – Cultura Digital”, criada para reconhecer a atuação de criadores de conteúdo que impulsionam o interesse pelos livros nas redes sociais. Os cinco indicados foram selecionados por meio de uma votação popular encerrada no dia 9 de outubro.

Outra mudança de grande relevância diz respeito à disputa do prêmio de Livro do Ano. A partir desta edição, os autores que concorrem nas categorias “Escritor Estreante – Poesia” e “Escritor Estreante – Romance” passam a ter direito de pleitear o título máximo da premiação, ampliando o alcance do reconhecimento a novos talentos da literatura nacional.

Repercussão e valorização do mercado editorial

A presidente da CBL, Sevani Matos, ressaltou que os finalistas expressam a diversidade e a qualidade da produção literária e editorial do país, enfatizando a importância do prêmio em dar visibilidade aos profissionais que atuam na cadeia do livro. Na mesma linha, o curador da premiação, Hubert Alquéres, valorizou a expressiva quantidade de inscritos e o empenho dos jurados para avaliar os projetos e selecionar os nomes definitivos.

Premiações

O vencedor do cobiçado prêmio de Livro do Ano receberá o troféu, uma quantia de R$ 70 mil e a oportunidade de participar de uma grande feira internacional do livro — podendo escolher entre as edições de Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara —, com despesas custeadas pela CBL e uma agenda de encontros e palestras. Já os vencedores individuais de cada uma das 23 categorias receberão a estatueta do Jabuti e o valor de R$ 5 mil.

Obras finalistas no eixo Literatura

No segmento de Conto, disputam a categoria as obras Corpo estranho: ferida fechada com a lâmina dentro, de Marcos Vinicius de Paula (Viseu); Massaranduba, de Abáz (Senac Rio); Minha estranha loucura, de Evandro Luiz da Conceição (Todavia); Nego tudo: ficções súbitas, de Andréa del Fuego (Companhia das Letras); e Tranças de meninas: contos, de João Anzanello Carrascoza (Alfaguara).

Na categoria Crônica, figuram entre os indicados A sangue quente: crônicas cariocas, de Hermés Galvão (Labrador); Aproveitar a vida e suas dores, de Contardo Calligaris “em memória” (Planeta do Brasil); Histórias miseráveis, de José Castello (Maralto); Lugares para chorar no Recife e outros, de DJ Dolores (Seja Breve Edições); e Viagem no país da crônica, de Humberto Werneck (Tinta-da-China Brasil).

Pela categoria Escritor Estreante – Poesia, disputam História a que ninguém deu nome, de Juliana Cajives (Mormaço Editorial); Lavra mareia, de Camila Paoletti (Patuá); O silêncio é a música mais antiga do mundo, de Kalu Coelho (Patuá); Radiografia das árvores, de Ivana Fontes (Cachalote); e Resto, de George França (Urutau).

Para Escritor Estreante – Romance, os nomes apontados foram Cantagalo, de Fernanda Teixeira Ribeiro (Todavia); Horas azuis, de Bruna Dantas Lobato (Companhia das Letras); Índigo, de Juca Magalhães (Impressões de Minas); Pitangas verdes, de Mariana Lobato Botter (Labrador); e Sutura, de Roberta Barbosa (Patuá).

Em Histórias em Quadrinhos, os indicados são Daruma: identidade, de Monge Han (Pitaya); Ouroboros, de Luckas Iohanathan (Comix Zone); Reparações, de Marcelo Lelis (Figura); Segue o baile, de Magô Pool (Veneta); e Você precisa saber de mim, de Helena Cunha (nVersos).

Na divisão Infantil, estão na disputa A baleia bailarina, de Roberta Moysés (Mannú); A letra, de Leo Cunha e Raquel Matsushita (Maralto); Alfabeto atrapalhado, de Juliane Bortolucci (Asinha); Eletricista, de Augusto Massi e Daniel Kondo (Elo); e Meu, de Alexandre Rampazo (Planeta do Brasil).

Na categoria Juvenil, foram selecionados A descoberta que mudou minha vida, de Ingrid Haas (InVerso); A escola do fim do mundo, de Júlio Emílio Braz (Arte Literária); A única da sala, de Tathyana Viana (FTD); Ana & Artur desvendam a China, de Silvana Salerno (Editora do Brasil); e Uma Maria, de Shirley Souza (Xica Editorial).

Entre as publicações de Poesia, destacam-se A dança áspera das raízes, de Bárbara Mançanares (Praga); Antes de dar nomes ao mundo, de Adriana Lisboa (Relicário); Boris e Marina, de Alberto Martins (Companhia das Letras); Diáspora não é lar, de Nina Rizzi (Pallas); e O jardim das oliveiras, de Adélia Prado (Record).

Em Romance de Entretenimento, foram selecionadas as obras Aranha movediça, de Moacir Fio (Moinhos); Cartografia para caminhos incertos, de Ian Fraser (Intrínseca); Instruções para desaparecer devagar, de Flávia Iriarte (Faria e Silva); Moeda de troca, de Lucas Mota (Rocco); e O tesouro de Joaquim Nabuco, de Fernando Lomardo (Obra Independente).

Finalizando o eixo, em Romance Literário concorrem Coração sem medo, de Itamar Vieira Junior (Todavia); Dança de enganos, de Milton Hatoum (Companhia das Letras); Meridiana, de Eliana Alves Cruz (Companhia das Letras); Uma delicada coleção de ausências, de Aline Bei (Companhia das Letras); e Vez em quando, Billie Holiday, de Evandro Affonso Ferreira (Record).

Selecionados do eixo Não Ficção

Na categoria Artes, concorrem Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990, organizado por Tulio Custódio (Todavia); Expediente, de André Sanches (Voar); Histórias da ecologia, organizado por Adriano Pedrosa, André Mesquita e Isabella Rjeille (MASP); O devorador: Zé Celso, vida e arte, organizado por Claudio Leal (Edições Sesc São Paulo); e Vaqueiro de gibão, de Pablo Pinheiro (Deu na Telha).

Para Biografia e Reportagem, os indicados foram A audácia dos invertidos: as estratégias de sobrevivência e visibilidade LGBTI+ no Rio de Janeiro e sua importância no Brasil (1950-1990), de Rodrigo Faour (Record); Crentes: pequeno manual sobre um grande fenômeno, de Guilherme Damasceno, Juliano Spyer e Raphael Khalil (Record); João Gilberto e a insurreição Bossa Nova: outros lados da história, de Tárik de Souza (L&PM); Quem é essa mulher? : uma biografia de Zuzu Angel, de Virginia Siqueira Starling (Todavia); e Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio, de Ruy Castro (Companhia das Letras).

Na área de Economia Criativa, concorrem A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial, de Martha Gabriel (Senac São Paulo); Economia Azul e cidades: uma introdução, organizado por Rinaldo Gama e Tomas Alvim (BEĨ); Fazer cinema no Brasil: mercado, políticas públicas e ecossistema empreendedor cultural, de Fernando Antonio Prado Gimenez (Caravana Grupo Editorial); Inovação com propósito: negócios com impacto social, organizado por Caio Flavio Stettiner, Clayton Alves Cunha e Clayton Pedro Capellari (Belas Artes); e Renda Básica Viável: Para o Governo e o Congresso reduzirem a alta desigualdade de renda no Brasil, de Walter Barretto Jr. (Obra Independente).

Na categoria Educação, figuram A esperança a gente planta, de Alexandre Coimbra (Planeta do Brasil); Agora o meu chão são as nuvens: as famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes, de Hugo Monteiro Ferreira (Autêntica); Atlas da Amazônia brasileira: um retrato abrangente e atual da Amazônia brasileira com mais de 300 mapas e ilustrações, de Clovis Luciano Teixeira (Obra Independente); Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade, de Manuel Alves de Sousa Junior (Schreiben); e Inspiração Griot: por uma educação antirracista, de Sinara Rúbia (Malê Edições).

Em Negócios, os finalistas são De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual, de Ariane Abdallah (Portfolio-Penguin); Estado, economia, desafios fiscais e reformas estruturais no Brasil: textos em homenagem a Eduardo Guardia, organizado por Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi e Pedro S. Malan (História Real); Governança regenerativa: uma evolução do sistema de governança para enfrentar os desafios do mundo em transição, de Gabriela Blanchet (Bambual); Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade, de Mario Sergio Cortella (Record); e O manual da empresa antirracista: como transformar a sua empresa em uma potência que luta por todos, de Adriana Alves (Planeta do Brasil).

Fechando o segmento, a categoria Saúde e Bem-Estar traz A paixão pela mentira: a família e as tiranias, de Paulo Schiller (Todavia); A revolução da longevidade: vivemos mais do que nunca. Mas estamos preparados para isso?, de Alexandre Kalache (Vestígio); As dores da adolescência: como atender, acolher e cuidar, de Carolina Delboni (Summus Editorial); O dilema das galinhas felizes: diálogos sobre a ciência da felicidade, de Gustavo Arns e Leandro Karnal (Record); e Por que a esquerda morreu?: e o que devemos fazer para ressuscitá-la, de Jessé Souza (Civilização Brasileira).

Indicações no eixo Produção Editorial

Na disputa por melhor Capa, foram selecionados os trabalhos de Daniel Brito por Anônimos: móvel moderno brasileiro além dos ícones (Olhares); Alles Blau por Frans Krajcberg (MASP); Alceu Chiesorin Nunes por Mano a Mano (Companhia das Letras); Mateus Valadares por O devorador: Zé Celso, vida e arte (Edições Sesc São Paulo); e Beatriz Matuck por Vaqueiro de gibão (Deu na Telha).

Em Ilustração, figuram os ilustradores Daniel Kondo por Eletricista (Elo); Nelson Cruz por Gran Circo (ÔZé); Vinicius Sabbato por Guernica: a arte em busca da paz (Via Lúdica); Alexandre Camanho por Pantaleão e Serapião (Passarinho); e Gonzalo Ivar Cárcamo Luna por Pinóquio (Figura).

Para Projeto Gráfico, os finalistas são Raul Loureiro por Dobra (Cosac); Elaine Ramos por Moscou feliz (Ubu); Elaine Ramos por O capital (Ubu); Casa Rex por O Inventor de livros: Aldo Manuzio, Veneza e seu tempo (Ateliê Editorial / Mnema); e a equipe composta por Carlos Bocai, Julia B. Aguiar e Lucas D’Ascenção por Wendy Andrade: eu consigo te ver feliz (Act.).

Na categoria Tradução, disputam Ronald Costa por O Cantar de Roldão: chanson de Roland (Ateliê Editorial / EDUFU); Rubens Figueiredo por O cavaleiro de bronze e outros contos e versos (Penguin-Companhia das Letras); Zsuzsanna Spiry por O retorno do Barão de Wenckheim (Companhia das Letras); Cecília Rosas e Lucas Simone por Os irmãos Karamázov (Penguin-Companhia das Letras); e Juvino Alves Maia Junior por Plotino Enéadas (Nova Acrópole).

Destaques do eixo Inovação

Na categoria Incentivo à Leitura – Projeto, concorrem A cidade da gente (responsável Otavio); A Feira do Livro 2025 (Associação Quatro Cinco Um); Cartovivências nas periferias da cidade (Ricardo Barbosa da Silva); Programa de rádio Universo Literário (Fábia Pereira Lima); e Semana Literária Sesc e Feira do Livro (Mayara Elisa de Lima Cirico).

Por fim, no segmento Livro Brasileiro Publicado no Exterior, disputam as obras A terra dá, a terra quer (Ubu e Editions Wildproject); Água turva (Companhia das Letras e Suhrkamp Verlag); O som do rugido da onça (Companhia das Letras e Liveright/Norton); Os substitutos (Companhia das Letras e Métailié); e Via Ápia (Companhia das Letras e Farrar, Straus & Giroux).