Senado celebra Dia do Médico em sessão especial sobre a profissão
Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 14/10/2026 15:32:43
O Senado celebrou nesta quarta-feira (14) o Dia do Médico, comemorado em 18 de outubro, em sessão especial que reuniu parlamentares e entidades da categoria. O debate abordou condições de trabalho, desigualdade na distribuição de profissionais e qualidade da formação médica no país.
A homenagem foi proposta pelo senador Dr. Hiran (PP-RR), que abriu a sessão criticando jornadas exaustivas, remuneração inadequada e falta de estrutura nas unidades de saúde. “Todo paciente é amor de alguém. Por trás de um prontuário ou de um leito hospitalar existe uma mãe, um pai, um filho, um amigo, alguém imensamente amado”, afirmou.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) lembrou a atuação dos médicos na pandemia de covid-19 e citou propostas em análise no Senado, como piso salarial nacional, exames para recém-formados e aumento das bolsas de residência. “A medicina evoluiu consideravelmente, incorporou novas tecnologias e tratamentos, mas a essência da profissão continua a mesma: cuidar do próximo”, declarou.
Dados do estudo Demografia Médica no Brasil 2025, citados pela senadora, indicam que o país tem cerca de 635,7 mil médicos em atividade, média de 2,98 por mil habitantes. Pela primeira vez, as mulheres são maioria na profissão, com 50,9% do total.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), recém-eleita senadora, defendeu maior rigor na formação médica. “Precisamos de médicos em quantidade suficiente, sim, mas sobretudo de médicos bem preparados e de serviços capazes de oferecer atendimento digno à população”, disse.
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, afirmou que a valorização profissional deve estar associada à proteção dos pacientes. Já o presidente da Associação Médica Brasileira na região Centro-Oeste, Etelvino Trindade, ponderou que a profissão exige dedicação além da jornada de trabalho.
O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira, alertou para a precarização das relações de trabalho e criticou a redução da remuneração diante do aumento dos custos da assistência. “Estamos tornando a saúde mais acessível ou apenas tornando o trabalho médico mais barato?”, questionou. Fernando Mendonça, presidente da Federação Médica Brasileira, defendeu que a expansão das escolas médicas não pode comprometer o atendimento à população.