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STF busca acelerar apuração sobre caso Master para blindar ministros de impeachment em 2027 – BPMoney

Fonte: bpmoney.com.br | Data: 14/10/2026 15:58:36

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No caso Banco Master, há um grupo dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) que pressiona por agilidade nas investigações internas a respeito da possível ligação de ministros com Daniel Vorcaro. A lógica é direta: deixar tudo esclarecido antes do término de 2026 diminuiria o risco de impeachment de membros da Corte a partir de 2027, momento em que os senadores recém-eleitos assumem o mandato.

Entre esses estreantes, muitos são favoráveis a afastar ministros por crime de responsabilidade em razão de terem se envolvido no caso.

Ao reunir-se com a cúpula da Polícia Federal, Edson Fachin, presidente do tribunal, pediu que fosse elaborado um relatório minucioso. O documento deveria reunir todas as menções aos ministros, porém sem emitir avaliação alguma sobre elas.

Calendário aperta o plano do Supremo

Esse plano, contudo, pode tropeçar nas datas. Prevê-se que a entrega do documento pela PF ao STF ocorra somente após o segundo turno, isto é, de segunda-feira (26) em diante.

De posse do relatório, caberá a Fachin chamar a Procuradoria-Geral da República (PGR) para analisar a viabilidade de instaurar inquérito contra os ministros da Corte citados.

Depois disso, caberia ao presidente encaminhar o caso ao Plenário, órgão responsável por decidir se abre ou não inquérito contra ministros. Em 15 de setembro o assunto chegou a entrar na pauta, mas não teve conclusão: o debate azedou, houve troca de xingamentos e acusações entre os próprios ministros, até que Flávio Dino pediu vista e tudo ficou para depois.

Dentro do Supremo, prevê-se que o novo embate repita esse clima.

Recesso de dezembro reduz margem

Caso um inquérito seja aberto, a instrução das investigações exigirá a coleta de depoimentos e a produção de provas, trâmite que na Justiça raramente se resolve em poucas semanas. Com o início do recesso do STF em 20 de dezembro, fica pouco provável que tudo se encerre em um intervalo inferior a dois meses.

Só daria tempo de encerrar o caso até dezembro em uma hipótese: se Fachin concluísse que os indícios não trazem elementos suficientemente robustos para abrir inquérito contra colegas. Por essa via, ocorreria o arquivamento dos indícios.

Mesmo com esse resultado, porém, a disposição dos senadores recém-eleitos de deflagrar impeachments contra membros da Corte não seria, provavelmente, esvaziada.

Seis nomes nas referências

A solicitação do relatório à PF partiu de Fachin após Flávio Dino sustentar, durante o plenário, que todos os ministros mencionados no caso Banco Master fossem investigados. Nessa condição haveria seis, no mínimo: Alexandre de Moraes, André Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.

As referências a esses nomes, no entanto, não significam que eles tenham cometido crime.