Comércio responde por um em cada quatro sistemas de energia solar de São Roque
Fonte: revistasaoroque.com.br | Data: 18/10/2026 19:16:08
Base da Aneel atualizada em 10 de outubro mostra 1.212 sistemas e 9.241,94 kW na cidade; a fatia comercial é duas vezes e meia a média do Estado
São Roque tem 1.212 sistemas de geração própria de energia e 9.241,94 quilowatts de potência instalada, e um quarto deles não está em telhado de casa: 303 sistemas (25,0% do total) estão em imóveis da classe comercial, segundo a base de empreendimentos de micro e minigeração distribuída da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atualizada em 10 de outubro. É duas vezes e meia a média do Estado de São Paulo, onde o comércio responde por 10,0% dos 786.225 sistemas cadastrados.
As residências continuam sendo a maioria na cidade — 877 sistemas, 72,4% do total —, mas os comerciais são maiores: somam 2.676,91 kW, ou 29,0% de toda a potência instalada em São Roque, com média de 8,83 kW por sistema contra 6,92 kW nos residenciais. A zona rural aparece com 20 sistemas e 326,60 kW, a indústria com 5 sistemas e 96,52 kW, e as demais classes somam outros sete sistemas. Praticamente todo o parque é solar: no Estado de São Paulo, 786.162 dos 786.225 sistemas cadastrados têm a radiação solar como fonte.
Comércio pesa em São Roque e em Sorocaba; Ibiúna é a cidade do solar rural
Na microrregião, a fatia comercial de São Roque só é superada por Sorocaba, onde 2.747 dos 10.921 sistemas (25,2%) são comerciais, pelos mesmos dados da Aneel. Depois vêm Araçariguama (56 de 282, 19,9%), Mairinque (167 de 1.291, 12,9%), Alumínio (32 de 258, 12,4%), Ibiúna (196 de 2.131, 9,2%) e Vargem Grande Paulista (61 de 775, 7,9%).
Ibiúna, por outro lado, é o caso oposto: a cidade tem 89 sistemas rurais com 2.897,52 kW, o que equivale a 16,4% de toda a potência instalada no município — mais que o dobro da média paulista (7,7%) e quase cinco vezes a fatia rural de São Roque (3,5%). É também a cidade da região com mais sistemas no total, 2.131, com 77.936 moradores estimados pelo IBGE para 2026 contra 81.387 em São Roque.
A geração distribuída é o arranjo em que o consumidor instala a própria usina, normalmente painéis solares no telhado, e injeta na rede o que não consome, recebendo créditos para descontar da conta. As regras estão na Lei 14.300, de 6 de janeiro de 2022, que instituiu o marco legal da microgeração e minigeração distribuída e o Sistema de Compensação de Energia Elétrica. Em São Roque, 1.211 dos 1.212 empreendimentos são de microgeração (até 75 kW) e apenas um é de minigeração.
Uma ressalva sobre a base: ela é o cadastro das distribuidoras enviado à Aneel, e a classe de consumo é a do consumidor que fez a instalação, não uma vistoria do uso do imóvel. O campo de data que acompanha cada registro é de atualização cadastral, e não de conexão, de modo que a base serve para medir o estoque atual de sistemas, não o momento exato em que cada um entrou em operação. No país, o cadastro tinha 4.666.785 sistemas e 54.097.242 kW na atualização de 10 de outubro; São Paulo concentra 16,8% dos sistemas.