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Ashwagandha: suplemento do Tik Tok não tem registro e pode causar dano cerebral

Fonte: otempo.com.br | Data: 21/10/2026 18:46:59

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Basta fazer uma busca rápida pelo Tik Tok para encontrar diversos vídeos de influenciadores falando sobre a ashwagandha, um suplemento alimentar que promete reduzir o estresse e a ansiedade ao diminuir os níveis de cortisol. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no entanto, emitiu um comunicado nesta quarta-feira (21) alertando que a erva nativa da Índiva, vendida como calmante natural, não tem registro no Brasil e pode provocar diversos problemas de saúde. 

“Sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país. A substância não integra a lista de ingredientes autorizados para uso nesse tipo de produto”, afirma a Anvisa. 

O alerta acontece após a repercussão do caso da britânica Lois Kinder, de 44 anos, que entrou em coma e precisou de um transplante de fígado depois de tomar, durante cerca de um ano, gomas de ashwagandha.

Segundo a imprensa britânica, os médicos acreditam que o suplemento causou a falência do órgão. Ela também teve paradas cardíacas e sérios danos cerebrais.

“Produto sem qualidade, eficácia e segurança comprovadas em território nacional é apontado como causa de falência hepática, paradas cardíacas e dano cerebral de britânica”, reforça a Anvisa.

Para que servem os suplementos alimentares?

Eles são uma alternativa para complementar a alimentação e podem ser úteis para pessoas que precisam melhorar o consumo de algum nutriente ou praticar atividades físicas intensas. Segundo a Anvisa, é terminantemente proibido vincular o uso desses produtos a alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças.

De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada Anvisa nº 243/2018, suplementos alimentares devem ser feitos com ingredientes autorizados pela Agência e podem conter aditivos e ingredientes de uso tradicional em alimentos, adicionados ao produto para dar sabor, cor ou aroma, entre outras funções.

São produtos para consumo via oral (em formas como comprimido, cápsula, pastilha, pó, barra), destinados a suplementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. Nem todas as pessoas precisam utilizar esses produtos.

Auxílio especializado é fundamental 

Essa decisão deve ser avaliada com a ajuda de profissionais de saúde qualificados e envolve diversos fatores, incluindo a condição atual de saúde, a qualidade da alimentação e a prática de atividade física. 

Se houver necessidade de suplementar, cabe aos profissionais de saúde a orientação sobre o tipo de suplemento, a quantidade, quando e como tomar.

Suplementos podem fazer mal à saúde?

A maior parte dos perigos associados ao consumo de suplementos alimentares está ligada a produtos irregulares – seja pela presença de substâncias não avaliadas pelos órgãos reguladores ou por falhas nas condições de fabricação.

No entanto, os riscos não se restringem aos produtos clandestinos: itens devidamente legalizados também podem prejudicar a saúde quando consumidos em desacordo com as necessidades e instruções de uso.

Diante disso, vale reforçar a importância de consultar rigorosamente as indicações do fabricante, respeitando dosagens, advertências e restrições informadas no rótulo e na embalagem de cada produto.