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A Justiça Federal aceitou a denúncia formulada pelo Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 12 integrantes da companhia aérea Voepass devido ao acidente aéreo ocorrido há dois anos no interior de São Paulo. Entre as pessoas que se tornaram rés no processo estão o proprietário da empresa, diretores, gerentes e o piloto-chefe encarregado dos treinamentos da equipe. O acidente aconteceu em agosto de 2024, quando a aeronave partiu de Cascavel, no Paraná, com destino a Guarulhos, em São Paulo, e caiu no município de Vinhedo, resultando na morte de 62 pessoas que estavam a bordo.

A acusação do MPF solicita a condenação dos réus por crimes contra a segurança e por provocar sinistro em transporte aéreo. Conforme o processo, a Voepass realizava registros falsos sobre a manutenção dos aviões, utilizava componentes de baixa qualidade e exercia pressão sobre seus funcionários para ocultar falhas operacionais observadas em inspeções e voos. Sete meses após o acidente, a empresa teve suas atividades suspensas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) por razões de segurança. Em nota, a Voepass declarou que continuará colaborando com as autoridades do Poder Judiciário.