AXIA Energia centraliza operação de hidrelétricas amazônicas em Tucuruí para otimizar despacho energético
Fonte: energialimpa.live | Data: 23/10/2026 09:09:07
AXIA Energia unifica o controle de seu parque gerador de 11,2 GW na Amazônia a partir de Tucuruí, otimizando a integração com o SIN.
A AXIA Energia concluiu a unificação estratégica de seu sistema de controle para o parque gerador localizado na Região Norte do país.
Com a migração finalizada, o Centro de Operação de Tucuruí, situado no estado do Pará, assumiu a supervisão remota e integral de um total de sete usinas hidrelétricas, consolidando uma capacidade instalada expressiva de 11,2 GW.
Essa reestruturação operacional envolveu a transferência definitiva das atividades de unidades de grande porte, como as usinas de Teles Pires e Colíder, que eram administradas anteriormente a partir de Brasília.
A iniciativa busca padronizar os protocolos de engenharia, governança e segurança, alinhando a resposta técnica de todo o portfólio amazônico da companhia sob uma única diretriz regional.
Eficiência e Comando Unificado na Região Norte
O complexo supervisionado em solo paraense agora abrange, além de Teles Pires e Colíder, as hidrelétricas de Tucuruí, Balbina, Samuel, Coaracy Nunes e Curuá-Una.
Essa concentração geográfica e técnica visa eliminar barreiras operacionais e trazer maior agilidade para a tomada de decisões diárias no setor elétrico.
Para o presidente da AXIA Energia na Região Norte, Antonio Pardauil, a medida representa um marco na gestão dos ativos energéticos locais.
A concentração da operação das sete usinas em Tucuruí é uma decisão estratégica para a AXIA Energia aqui na região. Passamos a ter um centro dedicado ao comando desse conjunto, com procedimentos comuns e foco na otimização da operação. Nosso objetivo é dar mais agilidade às respostas e consistência à gestão operacional.
Monitoramento em Tempo Real e Apoio às Fontes Intermitentes
A partir da base paraense, os operadores realizam o controle remoto completo das instalações, incluindo manobras de partida e parada de turbinas, modulação de potência e o gerenciamento de comportas em reservatórios fundamentais, como o da hidrelétrica de Teles Pires, localizada na divisa entre o Mato Grosso e o Pará.
Todo o fluxo de trabalho opera em harmonia com as diretrizes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Além de atender à carga estipulada pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), a centralização reforça a função estratégica dessas hidrelétricas como reserva de flexibilidade.
As máquinas instaladas na região amazônica atuam diretamente na compensação das oscilações de geração das fontes eólica e solar fotovoltaica em outras áreas do território nacional.
A coordenadora do centro de controle, Jureny Costa, enfatiza o rigor exigido na rotina diária:
A partir de Tucuruí, supervisionamos em tempo real as usinas da AXIA na região Norte e realizamos remotamente os principais comandos da operação. Partimos e paramos unidades geradoras, ajustamos a potência, monitoramos continuamente as condições hidrológicas. Mesmo a quilômetros de distância, o operador precisa manter uma visão completa das condições da usina para tomar decisões e executar cada comando com segurança e responsabilidade.
Governança e Continuidade Operacional
O funcionamento do polo ocorre de forma ininterrupta, contando com plantões 24 horas por dia formados por 17 especialistas.
Além da geração de energia, a equipe equilibra a produção com exigências socioambientais rígidas, como o controle de vazão ecológica em Tucuruí e a proteção à fauna no reservatório de Balbina.
Com essa integração, a AXIA Energia consolida uma base sólida para enfrentar os desafios futuros do setor elétrico brasileiro, combinando o profundo conhecimento regional com a modernização tecnológica dos processos de despacho e segurança operacional.