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Debate da Globo: nove dedos, Banco Master e caso Ana Clara marcam o último confronto entre Flávio e Lula

Fonte: radiocorredor.com.br | Data: 24/10/2026 00:36:00

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Redação Rádio Corredor

O último debate do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), na TV Globo, na noite desta sexta-feira (23), teve propostas, ataques pessoais, um pedido de desculpas ao vivo e muitas checagens. Mediado por César Tralli, o encontro começou por volta das 21h45 (horário de Brasília), com atraso de cerca de 25 minutos, e terminou pouco antes da meia-noite. A eleição é neste domingo (25), e as pesquisas Quaest (45% a 44%) e Datafolha (47% a 46%), em votos totais, mostram empate técnico, segundo O Globo.

Primeiro bloco: obras, salário mínimo e “nove dedos”

No bloco dividido por regiões, Flávio abriu dizendo que o Brasil “voltou a ser um cemitério de obras”, citando 11,5 mil obras paralisadas apontadas pelo TCU (g1). Lula respondeu que “em nenhum momento se investiu tanto em obra de infraestrutura quanto investimos nos últimos anos” (CNN Brasil) e citou PAC, Transnordestina e transposição.

Na rodada sobre o Sudeste, Lula afirmou que, sem os governos do PT, o salário mínimo seria de R$ 900 (O Globo). Flávio rebateu: “Não adianta nada dar com uma mão e tirar com os nove dedos”, referência ao dedo que o presidente perdeu como metalúrgico (O Globo). Lula também disse que, quando o adversário “ficou lambendo o Trump para taxar o Brasil”, não ficou preocupado (g1). Sobre a região Norte, o petista afirmou que Flávio só ouviu falar de Manaus quando o pai apareceu “imitando uma pessoa morrer asfixiada” (O Globo).

Segundo bloco: desculpas, licença-maternidade e SUS

Lula reagiu ao “nove dedos”: “Não vou permitir que um ‘miliciano’ me chame de nove dedos” (O Globo). Flávio pediu desculpas pela expressão (O Globo e Metrópoles) e, no direito de resposta, falou da causa animal. Questionado sobre seu voto contra a ampliação da licença-maternidade, disse que “hoje votaria diferente” (g1). Flávio cobrou a dívida pública de R$ 11 trilhões e os juros; Lula perguntou por que os aliados do senador defendem o Banco Central independente. No tema saúde, Flávio disse que o dinheiro do SUS é “mal aplicado” (g1), mas que não vai acabar com o sistema, e lembrou que ele salvou o pai após a facada de 2018; Lula disse que o SUS evitou mais mortes na pandemia.

Terceiro bloco: endividamento, tigrinho e segurança

Flávio prometeu transformar a Caixa em “banco da prosperidade” para os endividados; Lula citou o Desenrola e um leilão para recomprar dívidas (g1). Em educação, Flávio chamou Lula de “pai do tigrinho”, e o presidente respondeu que o jogo surgiu no governo Bolsonaro. Na segurança, Flávio defendeu classificar PCC e Comando Vermelho como narcoterroristas, e Lula levou o caso da menina Ana Clara, cuja mãe estava na plateia. Na tréplica, segundo o g1, Lula disse que Flávio condecorou milicianos.

Quarto bloco: ilha, Master e acusações

No tema livre, Lula citou a denúncia do jogador Richarlison sobre uma ilha em Angra dos Reis; Flávio disse que a Justiça já investigou o caso. No caso Banco Master, Flávio afirmou que relatório da PF indica que não houve dinheiro público no filme sobre Jair Bolsonaro e citou um uísque que Lula teria ganhado de Daniel Vorcaro (g1). Lula respondeu: “Quem é amigo do Vorcaro é você, não me coloca nessa vala comum” (O Globo). Quando o caso Ana Clara voltou, a mãe da menina gritou da plateia: “Ela morreu!” (Folha).

Considerações finais

Lula agradeceu, pediu desculpas pelo tom elevado e falou de sua biografia (g1). Flávio, após direito de resposta em que negou ter sido investigado por ligação com milícias, perguntou ao eleitor: “Sua vida piorou ou melhorou?” (BBC News Brasil), e prometeu devolver o poder de compra.

O que dizem os checadores

O Estadão Verifica considerou verdadeiro o número de 11,5 mil obras paradas citado por Flávio (dado do TCU de 2025), mas a Lupa apontou falta de contexto, já que o painel de abril de 2026 registra 4.215 após mudança de critério. Os “6 mil” herdados por Lula foram classificados como subestimados por Estadão e Lupa. O Fato ou Fake (g1) classificou como “não é bem assim” a fala de Flávio de que Bolsonaro deu os R$ 600 do Bolsa Família (o aumento veio de emenda aprovada pelo Congresso) e a de Lula de que acabou com a fome em 2012 (o país saiu do Mapa da Fome em 2014). Foi considerado fake que Bolsonaro não debochou de pessoas com falta de ar: o vídeo divulgado pela campanha cortou 30 segundos da live original. Segundo o Estadão, as exportações recordes citadas por Lula e a carga tributária recorde citada por Flávio são verdadeiras.

Quem se saiu melhor

Na análise da Rádio Corredor, o primeiro bloco foi equilibrado; o segundo começou com vantagem de Lula; o terceiro foi melhor para Flávio, em bolso e segurança; e o quarto terminou em empate nervoso. Nas considerações finais, Flávio foi mais direto. Grupos de indecisos acompanhados pelo Metrópoles viram Flávio melhor na forma e Lula no conteúdo. Com empate técnico, os cortes do debate devem pesar nas redes até domingo.