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Alimentação adequada contribui para o bem-estar dos pets e previne doenças

Fonte: extra.globo.com | Data: 24/10/2026 04:00:00

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Ter uma alimentação balanceada é fundamental para a saúde. E essa regra de ouro que os humanos procuram seguir também vale para os pets. Oferecer dieta adequada para cachorros e gatos contribui para o bem-estar e a disposição deles, além de ajudar a prevenir doenças. Na hora de preparar o cardápio dos bichos de estimação, os tutores precisam redobrar a atenção para fazer escolhas que atendam as necessidades nutricionais dos animais, que variam de acordo com as características de cada um.

A alimentação é considerada adequada quando fornece todos os nutrientes necessários para o pet, nas quantidades e proporções corretas. E essas necessidades mudam ao longo da vida. Segundo Rafaella Olivieri, especialista em nutrição animal e professora do curso de Medicina Veterinária da Uninassau Rio de Janeiro, alguns sinais ajudam a avaliar se a alimentação está satisfatória.

— A manutenção de um peso em animais adultos ou o desenvolvimento atrelado ao ganho de peso em filhotes, qualidade da pele e pelagem, relato sobre o aspecto das fezes e frequência de defecação, disposição e manutenção da massa muscular — enumera Rafaella.

E para conseguir oferecer a alimentação adequada, os tutores precisam levar em conta uma série de fatores. Entre as características do pet que devem ser analisadas estão espécie, fase da vida, porte, nível de atividade física, se é castrado e se tem condição de saúde que exija dieta específica.

Cachorros e gatos têm, por exemplo, necessidades de diversos nutrientes em comum, como proteínas, vitaminas e minerais. Mas apresentam diferenças na forma como os utilizam.

— Os gatos são carnívoros estritos ou obrigatórios e possuem particularidades metabólicas que tornam determinados nutrientes especialmente importantes. Um exemplo é o aminoácido taurina, essencial para os gatos, mas não para os cães. Em termos evolutivos, a espécie canina apresentou maior flexibilidade em relação à alimentação fornecida ou encontrada ao longo dos anos — explica a especialista.

A quantidade

A frequência com que as refeições devem ser oferecidas varia de acordo com cada pet. Depende da idade, da espécie, da rotina, das condições de saúde e do comportamento alimentar.

— Mais importante do que determinar quantas vezes o pet deve comer é controlar quanto ele consome ao longo de todo o dia. Um erro comum é manter o comedouro sempre cheio e completar a ração sem saber quanto o animal efetivamente consumiu — afirma Rafaella.

Comida e água

A ração é formulada para fornecer os nutrientes necessários para o animal. Mesmo quando são oferecidos petiscos e biscoitos, eles não devem substituir a alimentação principal. Além disso, o pet também deve ter acesso permanente a água limpa e fresca.

Nada de restos

A especialista alerta que não é recomendado dar restos da comida consumida pelos humanos para os pets:

— Frequentemente, contêm vários ingredientes. Um pedaço de carne pode ter sido temperado com cebola, alho, sal, molhos ou outros condimentos.

Alimentos tóxicos

Também devem ser evitados alimentos potencialmente tóxicos para os pets, como chocolate, uvas, uvas-passas, cebola, alho, cebolinha, produtos com xilitol, bebidas com cafeína e alcoólicas e massas cruas com fermento. Em caso de ingestão, procure imediatamente um médico-veterinário.