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Rodrigo Lima debate inteligência artificial na medicina em seminário na OAB-DF

Fonte: gpsbrasilia.com.br | Data: 26/10/2026 18:29:32

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O cirurgião de coluna Rodrigo Lima, referência em cirurgia robótica no Brasil, foi um dos destaques do seminário Inteligência Artificial e Responsabilidades, realizado nesta sexta-feira (23), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Distrito Federal (OAB-DF), em Brasília. O encontro reuniu médicos, advogados e especialistas para discutir os impactos das novas tecnologias na medicina, com atenção especial à segurança dos pacientes e aos limites éticos e jurídicos da utilização da inteligência artificial na área da saúde.

Com o tema “Segurança do Paciente na Cirurgia Robótica”, Rodrigo Lima participou do painel dedicado aos aspectos médicos, éticos, bioéticos e jurídicos do uso da inteligência artificial por médicos e hospitais. Especialista em procedimentos de alta complexidade, o cirurgião acumula mais de 350 cirurgias robóticas de coluna desde 2022 e integra o grupo de profissionais que impulsionam a utilização dessa tecnologia na América Latina.

A participação do médico trouxe ao debate a perspectiva de quem acompanha, na prática, a transformação dos procedimentos cirúrgicos por meio da tecnologia. A cirurgia robótica de coluna utiliza recursos avançados de planejamento, navegação e orientação dos instrumentos, que auxiliam o cirurgião na execução de procedimentos com maior precisão. A tecnologia também contribui para o planejamento individualizado das intervenções e para a redução de riscos relacionados ao posicionamento de implantes.

Para Rodrigo Lima, a incorporação de novas tecnologias deve estar diretamente associada à segurança e à qualidade da assistência. A experiência com a cirurgia robótica evidencia a importância de combinar inovação, conhecimento técnico e responsabilidade profissional, mantendo o médico como responsável pelas decisões clínicas e pela condução do tratamento.

A discussão ganha relevância em um cenário de expansão da inteligência artificial em diferentes etapas da assistência médica, desde a interpretação de exames e o apoio aos diagnósticos até o planejamento cirúrgico e a gestão hospitalar. Nesse contexto, o seminário também abordou os limites da autonomia tecnológica, a proteção de dados sensíveis e as responsabilidades decorrentes de eventuais falhas no uso dessas ferramentas.

Idealizado pela advogada Karine Alcântara, presidente da Comissão de Direito Médico da OAB-DF, o encontro teve como proposta aproximar profissionais da medicina e do direito, promovendo uma reflexão multidisciplinar sobre as transformações tecnológicas no setor.

“A proposta é fortalecer o diálogo entre médicos e advogados, não para estimular a judicialização da medicina, mas para prevenir conflitos, orientar os profissionais e, principalmente, colocar o paciente em primeiro lugar diante do avanço das tecnologias”, destacou Karine Alcântara.

Além de Rodrigo Lima, o primeiro painel contou com a participação do advogado e mestre em Bioética Alexandro de Oliveira, que abordou os limites bioéticos da inteligência artificial na saúde, e da advogada Fernanda Brasil, responsável por apresentar reflexões éticas e jurídicas sobre a Resolução nº 2.454/2026 do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O segundo painel discutiu a responsabilidade civil e penal dos médicos e as repercussões da inteligência artificial na gestão das instituições de saúde. Participaram o juiz Paulo Giordano, titular do Tribunal do Júri de Brasília; a advogada Ione Oliveira, especialista em Healthcare Compliance; o advogado e consultor jurídico de inteligência artificial Tomás Cabral; e Flávio Grucci, advogado e presidente da Comissão de Responsabilidade Civil da OAB-DF.

A mediação ficou a cargo de Karine Alcântara e do advogado Ulisses Alves, presidente da Comissão de Inteligência Artificial da OAB-DF.

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@dr.rodrigo_lima

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