Ex-banqueiro Vorcaro e mais 14 são indiciados pela Polícia Federal no caso Master
Fonte: ric.com.br | Data: 28/10/2026 18:59:38
A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quarta-feira (28) o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e mais 14 investigados pelas fraudes financeiras ocorridas no Banco Regional de Brasília (BRB). As irregularidades na instituição financeira estatal foram investigadas na primeira fase da Operação Compliance Zero. Além de Vorcaro, também estão na lista de indiciados o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e Augusto Lima, ex-sócio do Master.
Vorcaro teve “participação pessoal, reiterada e diretiva” nas operações fraudulentas em operações com carteiras de crédito do Banco Master, cujo resultado lesaram o BRB, de acordo com relatório da PF.
“Na condição de controlador do Banco Master, Vorcaro ocupava o centro decisório da estrutura examinada e era o principal beneficiário econômico das operações destinadas à obtenção de liquidez para a instituição”, concluiu a PF.
O ex-banqueiro foi preso em março deste ano, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e está detido no presídio da Papudinha, em Brasília.
Todos os quatorze indiciados pela Polícia Federal foram acusados pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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PF estima que prejuízo seja de R$ 2,7 bilhões
Investigadores da Polícia Federal já apuraram prejuízos aos Banco de Brasília estimados em R$ 2,7 bilhões. Parte deste dinheiro foi fraudado após perdas provocadas por carteiras de crédito inexistentes, que estavam em nome de uma companhia de fachada operada por Vorcaro, e que realizou negócios com o BRB.
“Há, portanto, aproximadamente R$ 2,7 bilhões em perdas já formalizadas e reconhecidas, não se tratando de estimativa abstrata ou de risco meramente eventual”, diz a polícia.
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O processo de indiciamento já foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR). A Polícia Federal também solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação das investigações por mais 60 dias.
O prazo de dois meses será utilizado pela PF para a conclusão de exames periciais pendentes e para a finalização de um relatório complementar de investigação.