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MME propõe elevar fatia mínima de renováveis no leilão Sisol de 2027 – MegaWhat

Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 30/10/2026 07:30:00

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O Ministério de Minas e Energia (MME) propôs elevar de 22% para 30% a participação mínima de fontes renováveis na energia gerada pelas soluções de suprimento que disputarão o Leilão dos Sistemas Isolados (Sisol) de 2027.

A exigência, adotada pela primeira vez no certame realizado em setembro de 2025, foi ampliada na minuta de portaria colocada em consulta pública nesta quinta-feira, 29 de outubro.

A proposta em consulta prevê oito lotes, com disponibilidade de potência requerida de aproximadamente 123,66 MW, para atender 31 localidades no Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e Acre. Segundo o MME, o leilão abrange uma população estimada de 482,7 mil habitantes. As contribuições à Consulta Pública 240/2026 poderão ser apresentadas até 17 de novembro.

Pela minuta, o percentual mínimo de renováveis deverá ser observado individualmente por projeto que componha a solução de suprimento. A exigência não será aplicada às soluções com período de suprimento igual ou inferior a 60 meses ou que utilizem gás natural como combustível principal. A parcela de biodiesel adicionada obrigatoriamente ao óleo diesel não será considerada no cálculo do percentual renovável.

O certame poderá ocorrer em sessões distintas, previstas para junho de 2027, com períodos de suprimento de 35 a 180 meses, dependendo da localidade.

No último leilão, realizado em setembro de 2025, a participação mínima exigida de fontes renováveis foi de 22%. O certame contratou seis empreendimentos híbridos, que combinam geração solar, termelétricas a diesel e armazenamento em baterias, totalizando 50,265 MW de potência instalada e investimentos previstos de R$ 312,9 milhões.

Entre as alterações propostas para 2027 está a possibilidade de reaproveitamento de equipamentos de geração usados, desde que seja apresentado laudo de entidade certificadora independente atestando desempenho operacional e vida útil residual compatível com o contrato. No leilão anterior, a regra exigia a utilização de ativos novos, permitindo apenas o reaproveitamento de instalações civis existentes.

Lotes do Amazonas voltam à disputa

A proposta também inclui as localidades de Anamã, Anori, Caapiranga, Codajás e Coari, no Amazonas, que integravam o Lote II retirado do leilão de 2025 a pedido do MME, poucos dias antes da disputa.

Na ocasião, o ministério apontou incertezas relacionadas ao fornecimento de gás natural e às tarifas de transporte do combustível após 2030, diante do encerramento de contratos existentes e da revisão das condições tarifárias.

Para 2027, as cinco localidades foram distribuídas entre dois lotes. Anamã, Anori, Caapiranga e Codajás integram o Lote I, enquanto Coari compõe o Lote II.

A nova minuta determina que o edital e os contratos prevejam um mecanismo específico para tratar os impactos econômicos de alterações nas tarifas de transporte de gás natural por gasodutos. A definição dos critérios, condições e procedimentos ficará a cargo da Aneel, que poderá considerar manifestação técnica da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O texto também propõe a criação de um grupo interinstitucional de acompanhamento do leilão, com representantes do MME, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Aneel e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O grupo terá caráter consultivo e atuará no acompanhamento da fase preparatória do certame.

Assim como em 2025, a classificação das propostas considerará os custos de geração e um benefício econômico associado às emissões de gases de efeito estufa evitadas.

A metodologia apresentada pela EPE utiliza como referência uma termelétrica a diesel com eficiência de 35%. O benefício será aplicado ao preço de referência usado para classificação das ofertas, sem alterar diretamente o preço de contratação.