Casal que trocou a casa por cruzeiro infinito fica perdido após ser deixado à deriva
Fonte: bra1.com.br | Data: 30/10/2026 18:04:48
Cruzeiro
30/10/2026 17:50
Kiesha Dosanjh da UNILAD unilad.com
Cambodja
Lanette Canen e Johan Bodin venderam 31 carros e a casa para viver em um navio residencial. Com a falha do combust�vel, a empresa os obrigou a desembarcar em menos de 8 horas na Camb�dia. Eles agora planejam viajar por um ano pelo Sudeste Asi�tico.
Um casal revelou que n�o espera receber reembolso ap�s o seu ‘cruzeiro infinito’ chegar ao fim abruptamente na Camb�dia.
Lanette Canen e Johan Bodin documentaram sua jornada de dois anos na cabine do navio residencial Villa Vie Odyssey. Em seu mais recente v�deo, afirmaram que ter�o que partir porque problemas no abastecimento de combust�vel for�aram a paraliza��o da viagem.
- Venderam 31 carros e a casa no Hava� para bancar o estilo de vida.
- Investiram US$ 100 mil na cabine e pagam US$ 3.500 mensais.
- Recebem apenas 8 horas para abandonar o navio ap�s ordem das 6h da manh�.
- A empresa afirma que o custo do combust�vel subiu de US$ 1.800 para US$ 8.000 por cabine.
- Planejados ficar na Camb�dia por um m�s e viajar pela �sia por um ano.
Muitos espectadores agora se perguntam qual ser� o pr�ximo passo do casal, que gastava US$ 3.500 por m�s no cruzeiro. Essa mensalidade cobria comida, bebida, limpeza e acesso � academia, al�m dos US$ 100.000 pagos pela cabine.
Plano de a��o na �sia
Falando com a UNILAD, o casal revelou que planeja permanecer na Camb�dia, onde o navio atracou, por pelo menos um m�s.
‘Planejamos ficar na Camb�dia por pelo menos um m�s e depois viajar pelo Sudeste Asi�tico por um ano ou mais’, disseram.
Os f�s devotos podem respirar aliviados, pois Lanette e Johan confirmaram que continuar�o com seu canal no YouTube, Living Life on a Cruise.
‘Ainda n�o estamos aposentados, apenas reprogramados! Nossa casa e nossos planos mudaram, mas ainda queremos explorar’, afirmaram.
Apesar de terem tido que reservar hospedagem na Camb�dia no mesmo dia do desembarque, o casal diz estar grato por estar no pa�s, onde a acomoda��o e as despesas di�rias s�o baratas.
‘Estar no Sudeste Asi�tico torna muito mais gerenci�vel para n�s definir os pr�ximos passos’, acrescentaram.
O susto do desembarque
Lanette e Johan receberam uma mensagem �s 6h da manh�, revelando que todos teriam que deixar o navio �s 14h do mesmo dia. A raz�o foi que a empresa ‘n�o conseguiu garantir o combust�vel necess�rio para continuar as opera��es’.
O casal explicou que os passageiros enfrentaram incerteza extrema, pois a situa��o financeira da empresa flutuou nos �ltimos dois meses.
‘Sab�amos que as coisas n�o pareciam boas, mas receber aquela mensagem tornou tudo real’, disseram. ‘De repente, tivemos que empacotar nossa casa de dois anos e descobrir para onde ir. Havia muito para processar, mas tivemos que focar em fazer as malas e encontrar onde ficar’.
‘Foi uma situa��o dif�cil para todos, incluindo a equipe que nos ajudou a sair’.
O casal n�o guarda rancor, pois disseram � UNILAD que acreditam que a empresa do cruzeiro estava ‘genuinamente arrependida’.
‘Pessoalmente, n�o acreditamos que tivessem a inten��o de que algo assim acontecesse. S�o empreendedores que colocaram o cora��o neste empreendimento e, pelo que entendemos, tamb�m perderam tudo’, explicaram.
‘Estamos tristes com o resultado, mas n�o acreditamos que tenham sa�do para machucar algu�m’.
Eles acrescentaram que ‘n�o esperam um reembolso’.
Apesar do fim abrupto da jornada, o casal afirma que ainda recomendaria o estilo de vida de cruzeiro.
Reestrutura��o da empresa
‘Amamos ter nossa casa viajando conosco, acordar em novos lugares e fazer parte de uma comunidade. Acredit�vamos que o mundo estava pronto para o cruzeiro residencial e ainda acreditamos que isso ser� parte do futuro’, disseram.
‘Este empreendimento n�o deu certo como esper�vamos, mas isso n�o mudou o que sentimos sobre o estilo de vida. Somos gratos por ter a experi�ncia e far�amos de novo’.
Em um comunicado, a Villa Vie Residences escreveu: ‘Desde que o conflito come�ou no final de fevereiro, tomamos medidas significativas para reduzir o consumo de combust�vel, incluindo a diminui��o do ritmo da rota e passar mais tempo nos portos’.
‘Essas medidas n�o foram suficientes para compensar o aumento extraordin�rio nos custos de combust�vel, e n�o fomos capazes de continuar arcando com as perdas operacionais resultantes. Transferir todo o aumento para os residentes n�o � uma solu��o realista’.
A empresa disse que o custo mensal de combust�vel subiu de US$ 1.800 por cabine para at� US$ 8.000.
‘Nossa aten��o agora est� em apoiar residentes, tripula��o e funcion�rios enquanto trabalhamos para a reestrutura��o e recapitaliza��o nos pr�ximos 60 dias. Esse trabalho est� em andamento e nenhum resultado � garantido’, acrescentaram.
‘A empresa est� trabalhando com os residentes para coordenar o desembarque e identificar arranjos de vida tempor�rios. A Villa Vie Residences reconhece que este � um per�odo dif�cil e disruptivo para residentes, tripulantes e funcion�rios, e est� trabalhando para apoiar aqueles afetados conforme os planos se desenvolvem’.