Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em R$ 0,45 por litro
Fonte: agoralitoral.com.br | Data: 01/11/2026 22:34:36
Companhia aérea aponta que o peso do combustível nos custos operacionais disparou e já ultrapassa 45% do total.
A partir deste domingo (1°), as distribuidoras passaram a pagar mais caro pelo querosene de aviação (QAV). A Petrobras aplicou um acréscimo médio de 7,2% no insumo, o que representa uma elevação de R$ 0,45 por litro em comparação aos valores praticados no período anterior.
Impacto acumulado no setor Essa nova alta ocorre logo após um encarecimento expressivo registrado em outubro, quando o combustível utilizado em aviões e helicópteros subiu 11,76%, equivalente a 0,65 centavos por litro. No cenário atual, a Associação Brasileira de Empresas Aéreas aponta que a participação do QAV nos custos operacionais das companhias brasileiras subiu de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio.
Fatores internacionais e concorrência A estatal detém aproximadamente 85% da fabricação nacional do QAV, embora o mercado permaneça aberto à livre concorrência, permitindo a atuação de outras empresas na produção e importação.
De acordo com a companhia, o reajuste se deve ao aumento da cotação internacional do combustível, “em um cenário de intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e de redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência do conflito entre os dois países.”
Mecanismos de amortização Enquanto o mercado externo aplica variações diárias, a petroleira adota uma periodicidade mensal para repassar as mudanças aos clientes brasileiros.
A Petrobras ressalvou, em nota, que as variações acumuladas no Brasil são menores do que as observadas no mercado internacional, onde os reajustes chegam a ser diários, desde o início do conflito no Oriente Médio. Aqui, o valor é reajustado mensalmente.
Além disso, a organização pontuou que segue uma “fórmula paramétrica prevista em contrato”, que vem amortecendo as oscilações de curto prazo, “resultando em reajustes mais moderados do que os observados internacionalmente.”