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Ex-oficial do Mossad e advogado de Bolsonaro na fuga de Flávio

Fonte: diariodoestadogo.com.br | Data: 01/11/2026 23:03:03

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Um ex-oficial do Mossad, identificado como Menachem Booky Halevy, foi visto cruzando a fronteira do Brasil com a Argentina na companhia de Roberto Jorge Alexandre, advogado que atuou na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa movimentação ocorreu na noite em que o senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil, apenas dois dias após a derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com informações divulgadas pelo Fantástico, Halevy e Alexandre estavam em uma van que atravessou o controle de fronteira cerca de sete minutos antes de outra van na qual estavam Flávio, sua esposa Fernanda e suas duas filhas, conforme documentos migratórios argentinos.

Neri Luiz Dala Corte, motorista da van que transportava Halevy e Alexandre, explicou que eles foram contratados para levar os passageiros até o aeroporto de Puerto Iguazú. A família Bolsonaro utilizou esse aeroporto para seguir viagem para Miami, nos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em 27 de outubro, data em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal, proibindo sua saída do país.

Documentos de imigração indicam que o nome de Flávio aparece três vezes no sistema argentino na mesma noite, associando-o à van que transportava Halevy e Alexandre. O primeiro registro ocorreu às 22h37 com o passaporte italiano, seguido de outros lançamentos que foram cancelados posteriormente.

A investigação atual gira em torno do percurso real de Flávio ao deixar o Brasil. Investigadores analisam a possibilidade de que ele tenha utilizado um jato privado ligado ao advogado Willer Tomaz, amigo pessoal, para ir até Puerto Iguazú, onde pode ter permanecido esperando pela família.

O trajeto teria iniciado às 5h05 do dia 27 em Brasília, com o voo pousando em San Fernando, Buenos Aires, às 8h40. Flávio é suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a empresas de apostas, especificamente ligadas a Willer.

Entretanto, Willer Tomaz negou que seu avião tenha sido usado para a fuga do senador e sua família, e a versão divulgada por um jornal argentino sugere que a família teria viajado mais de 1.600 km por estrada após um proprietário de aeronave ter se recusado a realizar o voo. A justiça argentina já determinou a preservação das gravações das câmeras de segurança da fronteira e do aeroporto.