Família instala placas solares para economizar R$ 400 na conta de luz e descobre que energia solar aumentou os gastos mensais com financiamento em R$ 480
Fonte: portal6.com.br | Data: 04/11/2026 10:41:34
Casal do interior de Minas Gerais conseguiu reduzir a fatura de eletricidade, mas viu o orçamento apertar com as prestações dos equipamentos

A promessa de diminuir uma conta de luz que chegava a R$ 600 por mês levou o analista comercial Lucas Ferreira, de 38 anos, e a esposa, Juliana, a investir em energia solar. Moradores do interior de Minas Gerais, os dois buscavam uma alternativa para reduzir os gastos sem abrir mão do ar-condicionado, utilizado durante boa parte do dia.
Com a instalação dos painéis no telhado, a expectativa era de que a fatura caísse para aproximadamente R$ 200. A diferença de R$ 400 chamou a atenção do casal, que passou a considerar a compra dos equipamentos uma maneira de aliviar as despesas da casa.
Para preservar as economias, Lucas e Juliana optaram por financiar o sistema fotovoltaico em 60 prestações fixas. Na avaliação da compra, porém, o peso da parcela de R$ 880 não foi devidamente comparado com a redução prevista na conta de energia.
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Economia na fatura não compensou a prestação
O impacto ficou evidente após o primeiro mês completo de funcionamento. A conta de luz caiu para cerca de R$ 200, conforme o esperado, mas passou a ser acompanhada pelo boleto do financiamento.
Somadas, as duas despesas chegaram a R$ 1.080 mensais. Antes da instalação, a família desembolsava aproximadamente R$ 600 com eletricidade. Portanto, o orçamento passou a exigir R$ 480 a mais por mês.
A geração de energia estava reduzindo a cobrança da distribuidora, mas a economia de R$ 400 cobria menos da metade da prestação dos equipamentos.
O caso chama a atenção para uma comparação necessária antes da contratação: quanto será economizado na fatura e quanto precisará ser desembolsado mensalmente para pagar o sistema.
Segundo o Banco Central, também deve ser observado o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas, impostos e outras despesas vinculadas ao crédito. Esse indicador deve ser informado pela instituição financeira e permite comparar propostas de financiamento.
Benefício depende das condições da compra
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) orienta que a análise do investimento considere fatores como consumo, tarifa, localização, regras de compensação e condições de pagamento dos equipamentos.
Também não é correto considerar que a eletricidade ficará necessariamente gratuita depois da quitação. Mesmo com geração própria, podem permanecer cobranças na fatura, além das despesas de manutenção do sistema.
Para Lucas e Juliana, a expectativa de maior folga financeira ficou para depois do financiamento. Durante os cinco anos previstos para o pagamento, a parcela de R$ 880 continuará dividindo espaço no orçamento com a conta de energia.
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