Como Nathalia Gadelha se tornou copilota de um jato aos 20 anos?
Fonte: falasaojoao.com.br | Data: 04/11/2026 11:06:57
Filha de brasileiros e nascida na Flórida, jovem tinha aproximadamente 1.300 horas de voo e morreu em acidente com nove vítimas nos Estados Unidos.
Nathalia Gadelha Filgueiras tinha apenas 20 anos, mas já acumulava aproximadamente 1.300 horas de voo quando morreu na queda de um jato executivo Learjet 60, no domingo, 1º de novembro de 2026, na Flórida, nos Estados Unidos. O acidente deixou nove mortos, entre tripulantes e passageiros.
Embora seja identificada como brasileira, Nathalia nasceu na Flórida, era filha de brasileiros e tinha cidadania brasileira, segundo informações divulgadas por sua família. Ela morava em Boca Raton. A cidade exata onde nasceu não foi confirmada nas fontes consultadas.
Como Nathalia começou a pilotar tão jovem?
A trajetória na aviação começou ainda no ensino médio. Em 2023, aos 17 anos, a jovem obteve a licença de piloto privado enquanto estudava na West Boca Raton Community High School, instituição que mantém um programa educacional dedicado à aviação. O distrito escolar do condado de Palm Beach custeou sua formação inicial.
Naquela época, Nathalia ganhou destaque em uma reportagem de televisão por ter conquistado o direito de pilotar aviões antes de possuir carteira para dirigir automóveis. Seu interesse pela aviação vinha da infância, de acordo com familiares.
Após a formação inicial, ela avançou para a aviação profissional. Segundo informações da família divulgadas pela imprensa norte-americana, trabalhava havia cerca de nove meses como piloto na aviação executiva e tinha aproximadamente 1.300 horas de voo acumuladas.
Por que podia ser copilota de um Learjet aos 20 anos?
A idade, isoladamente, não impedia Nathalia de exercer a função de copilota. Registros da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), citados pela revista especializada Flying, apontam que ela possuía licença de piloto comercial para aviões monomotores e multimotores, habilitação de voo por instrumentos e certificação de instrutora de voo emitida em fevereiro de 2025.
Ela também tinha habilitação específica para operar o Learjet 60, porém com restrição para atuar como comandante. Assim, a certificação permitia a função de segundo piloto, mas não a colocava na posição de responsável pelo comando daquele voo. O comandante era Jeff Gregory, de 55 anos.
O que aconteceu com o jato na Flórida?
O Learjet 60 havia decolado do Aeroporto Internacional de Austin-Bergstrom, no Texas, com destino ao aeroporto de North Eleuthera, nas Bahamas. Durante o trajeto, caiu em Greenacres, no condado de Palm Beach, por volta de 12h50, no horário local, atingindo uma área residencial.
Comunicações com o controle de tráfego aéreo indicam que a tripulação relatou chuva, formação de gelo e turbulência antes da perda de controle. Além de Nathalia e do comandante, morreram sete passageiros, entre eles um casal e seus dois filhos pequenos.

Na atualização da investigação divulgada em 3 de novembro, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) informou que partes do profundor esquerdo, componente da cauda responsável pelo movimento de subida e descida do nariz da aeronave, foram encontradas a distâncias de aproximadamente 2 a 6 quilômetros do ponto de impacto.
Os investigadores ainda não determinaram se essas peças se separaram antes da perda de controle ou em consequência das forças sofridas durante a queda. A causa do acidente permanece sob investigação, sem qualquer conclusão oficial que relacione a tragédia à idade da copilota.
Foto mostra Nathalia em sua trajetória de formação
A imagem que acompanha esta reportagem mostra Nathalia ao lado de uma aeronave de treinamento identificada com a marca American Flyers. Não se trata do Learjet 60 envolvido no acidente.
O caso é investigado pelo NTSB com apoio da FAA. Informações oficiais sobre a apuração podem ser acompanhadas no registro da investigação ERA27MA026.