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A autoridade monetária deliberou pela manutenção da taxa básica de juro em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de flexibilização anterior perante o aumento substancial das incertezas fiscais e a volatilidade cambial. A conjuntura reflete o agravamento dos riscos externos, com o encarecimento do petróleo e o aumento dos prémios de risco no mercado financeiro, exigindo uma postura de cautela para assegurar a trajetória de convergência dos preços.

A análise do comportamento dos preços, amparada pelas séries estatísticas apuradas pelo IBGE que apontam o índice acumulado a doze meses em 4,58% em setembro, coloca a inflação próxima do limite superior de tolerância estipulado. Diante deste enquadramento de pressão inflacionária e revisão das expectativas para os anos subsequentes, analistas de mercado preveem a permanência de taxas restritivas por um período mais prolongado.