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A taxa básica de juro da economia foi mantida por unanimidade em 13,75% ao ano na penúltima reunião do ano, interrompendo uma sequência de cinco reduções consecutivas de 0,25 pontos percentuais face à deterioração do quadro económico e ao risco de desancoragem das expectativas de preços. A deliberação reflete a intensificação das incertezas no cenário externo, com o prolongamento de conflitos geopolíticos a pressionar os preços do petróleo acima dos 100 dólares, somada a fatores de pressão interna como a desvalorização cambial, a resiliência na inflação do setor de serviços e os estímulos à procura agregada.

A evolução inflacionária é acompanhada de perto pelos indicadores apurados pelo IBGE, cujo registo do IPCA no segundo semestre aponta variações mensais que culminaram em 0,82% em setembro, situando a projeção oficial para o horizonte relevante em 3,5%, patamar acima do centro da meta estabelecida. A postura de maior cautela gerou reações divergentes entre lideranças políticas e representantes do setor produtivo, que alertam para os impactos negativos dos juros elevados sobre os custos de financiamento, os investimentos e a expansão da atividade económica.