Lula promete priorizar economia digital e inteligência artificial no novo mandato
Fonte: brasil247.com | Data: 05/11/2026 20:56:43
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu nesta quinta-feira (5) realizar fortes investimentos na economia digital e na inteligência artificial durante seu próximo mandato, com foco na formação de milhares de jovens em universidades e institutos federais. O anúncio foi feito durante a “Live da Vitória”, transmissão realizada com o deputado federal André Janones (Rede-MG) para comemorar a reeleição do presidente.
Lula afirmou que o desenvolvimento tecnológico será uma das prioridades de seu governo nos próximos quatro anos, ao lado das economias criativa e verde. O presidente também manifestou a ambição de transformar o Brasil em uma referência internacional em inteligência artificial, com capacidade de competir com países como China e Estados Unidos.
“Uma das coisas que tem me motivado muito e nós colocamos como prioridade é que nós vamos fazer forte investimento na chamada economia digital, depois na economia criativa e na economia verde”, declarou.
O compromisso foi apresentado em resposta a uma pergunta de uma internauta identificada como Rosane, que quis saber se o governo investirá no desenvolvimento de inteligência artificial brasileira para auxiliar professores de escolas públicas na identificação de dificuldades de aprendizagem dos estudantes.
Ao responder, Lula destacou a intenção de fortalecer a capacitação de jovens brasileiros em tecnologias avançadas, utilizando a estrutura das instituições federais de ensino para ampliar o domínio nacional sobre inteligência artificial.
“E na digital o objetivo é, nos nossos institutos federais, nas nossas universidades, colocar milhares de meninas e meninos para fazer tudo que for curso para que a gente vire especialista e, mais importante do que os chineses ou os americanos na questão da inteligência artificial”, afirmou.
O presidente também estabeleceu um horizonte de quatro anos para o avanço brasileiro no setor e demonstrou confiança na capacidade do país de desenvolver conhecimento e tecnologias próprias.
“Pode ficar certo que nós vamos fazer. Você vai ver como é que vai estar esse país daqui a quatro anos com inteligência artificial. O Brasil vai se tornar um país bambambam em inteligência artificial. Fique certa disso, querida”, acrescentou.
Lula não detalhou, durante a transmissão, o volume de novos investimentos previstos, o cronograma de expansão dos cursos ou os mecanismos específicos para o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial destinadas aos professores da rede pública.
Além do setor digital, o presidente defendeu o fortalecimento da economia criativa como instrumento de geração de empregos e renda. Em conversa com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, que também participou da transmissão, Lula afirmou que pretende ampliar o peso econômico das atividades culturais no próximo governo.
“A economia criativa vai ganhar uma dimensão muito grande no nosso governo. Eu tenho dimensão da capacidade de geração de empregos, da capacidade de geração de renda”, declarou.
Segundo o presidente, a ampliação das atividades ligadas à cultura deverá beneficiar trabalhadores e empresas que dependem direta ou indiretamente do setor, integrando a estratégia de desenvolvimento econômico de sua nova gestão.
Plano brasileiro de inteligência artificial prevê R$ 23 bilhões até 2028
O compromisso anunciado por Lula ocorre no contexto do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028, apresentado pelo governo federal em julho de 2024 e coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O programa prevê aproximadamente R$ 23 bilhões em investimentos até 2028, destinados ao desenvolvimento de infraestrutura tecnológica, à formação de profissionais, à pesquisa científica e à utilização de inteligência artificial em serviços públicos e atividades empresariais.
Entre as iniciativas previstas estão a implantação de um supercomputador nacional, o desenvolvimento de soluções tecnológicas brasileiras e a capacitação de profissionais para reduzir a dependência de ferramentas produzidas no exterior.