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Prefeito acusa médicos de dormir e fazer sexo em hospital: ‘A emergência lotada’

Fonte: correio24horas.com.br | Data: 06/11/2026 11:16:57

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Vídeo mostra gestor municipal gritando, acusando os médicos e ameaçando demiti-los

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais

  • Esther Morais

Publicado em 6 de novembro de 2026 às 11:02

Prefeito acusa médicos de dormir e fazer sexo em hospital: 'A emergência lotada'
Prefeito acusa médicos de dormir e fazer sexo em hospital: ‘A emergência lotada’ Crédito: Reprodução / Redes sociais

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o prefeito de Barreiros, em Pernambuco, Carlinhos da Pedreira (PP), durante uma fiscalização no Hospital Municipal Jailton Messias de Souza Albuquerque. Ao encontrar dois médicos em uma sala de repouso, o gestor grita, acusa os profissionais de dormir e insinua que eles estariam mantendo relações sexuais durante o plantão. Ele também ameaça demiti-los.

“É um absurdo o que vocês estão fazendo. Meu Deus do céu! A emergência lotada de gente e vocês dormindo, namorando? Vagabundos!”, disse o prefeito, em tom exaltado.

🇧🇷 Momentos de confusão no Brasil: O prefeito, ao ir fiscalizar queixas de atrasos no hospital, flagrou o médico de plantão transando com outra médica enquanto os pacientes esperavam na fila. Após o incidente, a prefeitura rescindiu imediatamente o contrato com a instituição que administra o hospital 👇

— Conservatism And Elegance 🇺🇲 (@ThayzzySmith) November 6, 2026

Nas imagens, o gestor questiona a ausência dos médicos no atendimento aos pacientes e afirma que a emergência estava cheia. Segundo ele, três profissionais deveriam estar escalados para o plantão, mas apenas um estaria trabalhando enquanto os outros dois descansavam. O prefeito também afirmou que recebeu reclamações e que foi ao hospital após retornar de Recife.

A situação ocorreu na noite da quarta-feira (4), por volta das 22h. O vídeo, no entanto, não comprova a insinuação de que os médicos estariam mantendo relações sexuais no local.

Após a repercussão do caso, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) afirmou que a fiscalização dos serviços de saúde é legítima, mas deve respeitar os procedimentos institucionais e legais, sem exposição pública dos profissionais.

“A fiscalização dos serviços públicos de saúde não confere a qualquer gestor o direito de expor médicos ao julgamento público, tampouco de comprometer sua honra, imagem e dignidade profissional”, declarou a entidade.

O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) também se manifestou. Segundo a organização, as imagens não comprovam que os profissionais estivessem namorando ou mantendo relações sexuais. A entidade afirmou que os médicos estavam em repouso após 12 horas de trabalho intenso, enquanto um terceiro profissional permanecia responsável pelo atendimento.

O sindicato acrescentou que o descanso durante o plantão não caracteriza, por si só, abandono de serviço, desde que a continuidade da assistência aos pacientes seja mantida.

Em meio à repercussão, a Prefeitura de Barreiros anunciou que vai rescindir o contrato de gestão com a Associação Beneficente João Paulo II, responsável pela administração do hospital por meio do CHS João Paulo II. Até a realização de uma nova licitação, a gestão municipal informou que assumirá diretamente a administração da unidade.