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Ibovespa tem alta firme em dia de correção e de avanço de ações de bancos e domésticas

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Data: 25/02/2025 18:31:54

Fonte: valor.globo.com

Com apoio de ações de blue chips do setor financeiro e de papéis mais domésticos, o Ibovespa passou por um dia de correção na sessão de ontem. O índice recuperou os 126 mil pontos e fechou em alta de 0,46%, aos 125.980 pontos.

Na máxima intradiária, o índice chegou a bater os 126.718 pontos, no fim da manhã. O movimento do Ibovespa foi turbinado pelo recuo mais expressivo dos juros futuros por causa do leilão do Tesouro Nacional e pela divulgação de dados abaixo do esperado da prévia da inflação oficial (IPCA-15), que acelerou 1,23% em fevereiro, abaixo da mediana de alta de 1,36% das projeções coletadas pelo Valor Data.

A descompressão dos prêmios de risco na curva, porém, foi perdendo força ao longo da tarde, com agentes financeiros de olho em medidas do governo que podem estimular a atividade econômica e que devem ser anunciadas em breve. O movimento fez o Ibovespa reduzir um pouco da alta durante a tarde, em uma sessão em que as ações da Vale e da Petrobras também recuaram acompanhando a queda mais expressiva dos preços do petróleo e do minério de ferro. As ações PN da petroleira caíram 0,45%, enquanto as ON da mineradora cederam 0,97%. Na mínima intradiária, o Ibovespa bateu os 125.382 pontos.

Já a maior alta registrada por blue chips do setor financeiro ficou para os papéis PN do Bradesco, que subiram 1,20%. A exceção ficou para as units do BTG Pactual, que caíram 0,64%.

Apuração feita pelo Valor trouxe que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve liberar o acesso ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quem foi demitido após ter optado por fazer o saque-aniversário, algo proibido pelas regras atuais. O anúncio é esperado para esta quarta-feira.

Durante pronunciamento na noite de ontem, Lula também anunciou o início do pagamento de R$ 1 mil do Pé-de-Meia e a ampliação do Farmácia Popular.

O sócio-diretor de análise na Quantzed, Leandro Petrokas, reconhece que as medidas propostas pelo presidente não foram bem-recebidas pelo mercado, mas que parte dos agentes financeiros esperava até iniciativas mais “radicais” por parte do governo diante da piora de popularidade do chefe do Executivo em pesquisas eleitorais.

“A atividade em nível elevado e a injeção de capital por meio do saque do FGTS num ambiente inflacionário e de juros elevado não combinam muito bem, mas não foi tão catastrófico quanto esperado pelo mercado”, pondera o executivo.

Ao ser questionado sobre a temporada de balanços, Petrokas afirma que o mercado parece não aceitar muito “desaforo”. Ele cita o caso das ações do Nubank, que caíram 25% em dois dias após a divulgação dos resultados da empresa.

“Outro nome que frustrou o mercado em relação ao que era esperado foi Lojas Renner. De quinta até o fechamento de ontem, os papéis recuaram mais de 20%. Soltou um resultado bom, mas o plano de PLR foi visto como agressivo”, resume.

A liderança entre as maiores perdas na sessão ficou para as ações da MRV, que recuaram 4,67%. A companhia apresentou ontem os dados do seu balanço. Para os analistas do Santander e do Citi, os resultados do quarto trimestre foram “fracos” e as operações da Resia nos EUA continuaram a pressionar as margens da empresa.

Por outro lado, as ações da Azul lideraram as maiores valorizações pelo segundo pregão seguido, ao avançar 8,47%. Um recuo mais expressivo nos preços do petróleo favoreceu os papéis, que ampliaram a subida após a divulgação do balanço na véspera.

O volume financeiro negociado no índice foi de R$ 17,0 bilhões e de R$ 21,6 bilhões na B3. Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam mistos: o Dow Jones teve alta de 0,37%, enquanto o Nasdaq e o S&P caíram 1,35% e 0,47%, nessa ordem.