O QUE ERA DITO ENQUANTO O FORNO AQUECIA
Data: 20/05/2025 04:30:19
Fonte: blog.tribunadonorte.com.br

Há quatro anos, antes que o vírus fosse incriminado como responsável único pelos estragos e danos ao erário e que morresse pagã, esta cepa de Território Livre tratou de batizar a mais barulhenta investigação da história do Senado
CPI da Cloroquina.
Pelo elevado número de ex-ministros a serem ouvidos e a capacidade que já tinham demonstrado de não dizer quase nada, nem mesmo o que já havia saído em todos os blogs, de Serrinha dos Pintos a Chapecó e em papos animados nas praças de alimentação, o muído seria grande sobre o remédio tão antigo quanto barato.
Pela fixação demonstrada pelo relator no seu plano de trabalho, nem tudo teria espaço e tempo para a merecida atenção.
A começar pela senhoras senadoras que aceitaram, com protocolares e regimentais protestos, assistir, do fundão da sala, as reuniões do clube do Bolinha.
Se bem que algumas espevitadas lulus tenham mantido a prerrogativa do gênero, de falar pelos cotovelos, ressalvada a proibição do voto.
Os primeiros movimentos indicavam que as buscas deveriam chegar às portas da segunda casa mais vigiada do país, correndo o risco de encontrar uma multidão de gatos pingados, aos gritos de
Ele não !
Poderiam dormir tranquilos os prefeitos que investiram generosas verbas federais em túneis de descontaminação e na fumigação dos pneus dos automóveis.
Seriam apensados aos documentos, milhares de trabalhos comprovando cientificamente que a ação, impediu que o corona adentrasse as cidades, sem causar maiores danos aos munícipes, além de uma alergiazinha boba.
Despreocupados, seguiriam os professores-doutores que orientaram as donas de casa na correta esterilização de todas as compras. Cuidadosa e individualmente.
Os tonéis do líquido essencial, na forma de gel, ajudaram no giro da economia, com aumento significativo da produção da agro-industria sucroalcooleira alagoana, na terra do relator todo-poderoso.
Todos esforços e recursos para introduzir nos serviços de tratamento intensivo, a extrema terapia com plasma convalescente, certamente não seriam mensurados pelos experientes parlamentares, ocupados em relembrar os velhos tempos da prática da Clínica, soberana à Medicina baseada em parafernália e aparelhos de nomes complicados de dizer.
Os governadores não teriam de recorrer a muitos argumentos para explicar a demora no recebimento de equipamentos.
Quem compra pela internet e paga com pix sabe muito bem a paciência que se deve ter com as encomendas na Wish e Alibaba.
Para que a pizza não ficasse esturricada, o jeito foi convidar, hipoteticamente, um cientista de verdade e peso para lembrar o que se passava pelas cabeças pensantes quando testavam as primeiras armas, no começo da invasão.
O Profº Harvey A. Risch da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, autor de trabalho publicado no American Journal of Epidemiology em maio de 2020, que havia dito:
“Tratamento ambulatorial precoce de pacientes sintomáticos e de alto risco para Covid-19 deve ser intensificado imediatamente, como a chave para a crise pandêmica.
Um tratamento ambulatorial que impeça a hospitalização é desesperadamente necessário.
Esses medicamentos precisam estar amplamente disponíveis e promovidos imediatamente para a prescrição médica.”
A sugestão deste não-blogueiro, desconsiderada sem a menor repercussão, é lembrada aqui e agora:
Que tal aprovar em caráter de urgência, dispensadas as formalidades processuais, em sessão virtual, uma lei que obrigue algumas autoridades a usar além de máscara, focinheira?
Nem a tragédia acabou com o ridículo de certos políticos.
