Advogada denuncia que zoonose fez eutanásia de cachorra que fugiu de casa
Data: 28/2/2025 10:56:20
Fonte: em.com.br
A advogada Mônica de Oliveira fez uma denúncia junto ao Ministério Público que a cachorrinha Cheetara, da raça Pinscher, com 20 anos de idade, foi levada pelo Centro de Controle de Zoonoses de Belo Horizonte e sofreu eutanásia. O caso foi registrado na última sexta-feira (21/2) no bairro Sagrada Família, Região Leste da capital.
De acordo com Mônica, a cadela fugiu de casa quando a mãe da advogada estava recebendo uma visita e não notou a saída do animal. Ao notarem o sumiço de Cheetara, Mônica e a mãe começaram a procurar a cadela no bairro. A advogada ainda conseguiu que o desaparecimento da cadelinha fosse divulgado em redes sociais.
No sábado (22/2), um vizinho afirmou que viu a cachorrinha indo em direção ao bairro Horto. No dia seguinte, um outro morador procurou Mônica para mostrar um vídeo de uma cadela no bairro Sagrada Família. Ao reconhecer Cheetara nas imagens, a advogada foi até o endereço indicado onde foi informada de que o animal havia sido recolhido pela Zoonose.
Ainda no domingo (23/2), a advogada foi até a unidade da Zoonose do bairro São Bernardo, na Região Norte de BH, procurar a cachorrinha, mas o porteiro informou que ela só poderia ser atendida no dia seguinte.
Na manhã de segunda-feira (24/2), Mônica voltou ao local, foi atendida pelo porteiro, encaminhada para a triagem e informada que Cheetara havia sido encaminhada para a eutanásia no dia em que chegou à unidade. “Assassinaram a minha cachorra assim que chegou no local. O tempo entre o recolhimento no bairro e a eutanásia praticada foi inferior a três horas”.
De acordo com Mônica, Cheetara era tratada com uma veterinária e, na sexta-feira , antes de fugir de casa, a cadela passou por exames de sangue – que deram negativo para leishmaniose – e tomou fortificante.
“Ela foi pega na sexta à tarde, e sábado e domingo a Zoonose não funciona. Na segunda-feira cedo, eu já estava na porta para tê-la de volta. E simplesmente a resposta foi que ela morreu, que fizeram a eutanásia. Não me passaram nenhum laudo, não me deram o corpo dela de volta, e ainda recolheram o papel de triagem de quando eu entrei na zoonose para resgatá-la”.
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que, na sexta-feira (21/2), recolheu uma cadela na região do bairro Sagrada Família. Após avaliação da equipe veterinária do Centro de Controle de Zoonoses, foi constado que ‘o animal estava em estado clínico extremamente grave e com sinais de sofrimento, sendo necessária a eutanásia’.
“É importante destacar que, para a realização desse procedimento, a Secretaria Municipal de Saúde segue as diretrizes estabelecidas pela Resolução 1000 do CFMV, de 2012, e a Portaria Municipal SMSA/SUS-BH 190, de 2022. Os documentos orientam que, em situações em que o bem-estar animal estiver comprometido de forma irreversível ou houver ameaça à saúde pública, fica autorizada a realização da eutanásia”, esclareceu a PBH.
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Na denúncia feita ao Ministério Público, Mônica pede o atestado veterinário indicando que Cheetara estava em estado clínico grave e com sinais de sofrimento, o laudo da eutanásia e o corpo da cadelinha. A prefeitura informou que está à disposição do Ministério Público para prestar todos os esclarecimentos necessários sobre o caso.