Do time de Otto, candidato pretende reverter jogo em eleição suplementar de Ruy Barbosa
Data: 03/04/2025 00:17:11
Fonte: bahianoticias.com.br
Calouro na política institucional, Doutor George (PSD) tem a missão de reverter o jogo na eleição suplementar de Ruy Barbosa, no Piemonte do Paraguaçu, marcada para o próximo domingo (6). George concorre pelo grupo do ex-prefeito Cláudio Serrada (PSD), apoiado pelo senador Otto Alencar, filho ilustre da cidade. Eles ficaram em segundo lugar no pleito de outubro passado.
Como o primeiro colocado, José Bonifácio (MDB), teve os votos invalidados, um novo embate eleitoral foi determinado pela Justiça. Na primeira entrevista ao Bahia Notícias com os candidatos de Ruy Barbosa, Doutor George apresentou as propostas que considera prioritárias, como a melhora do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], a extensão de atendimentos de saúde pela noite e a criação de empregos por meio de uma nova fábrica de calçados. Confirma abaixo a entrevista.
Qual o principal problema de Ruy Barbosa?
O ponto principal, como a maioria das cidades, principalmente do interior baiano, e de cidade de 30 mil habitantes, é o emprego. Outro fator é a educação. Precisamos mudar os índices do Ideb, ter curso superior de forma gratuita. Já temos contrato assinado para a construção do IF Baiano, que só oito cidades no estado tiveram esse benefício. E através do senador Otto Alencar já vão começar as obras do IF Baiano. Serão quase 1,5 mil alunos e 150 empregos diretos.
Ainda na educação, o que o senhor promete fazer nessa área?
Valorização do plano de cargos e salário de nossos educadores, favorecendo uma formação melhor e valorizando a classe que pode mudar os índices de Ideb, que ainda estão abaixo do ideal. Trazer o formato educacional de duas cidades do Ceará, Brejo Santo e Sobral, que são referências e têm os melhores índices de Ideb do Brasil. Além disso, dar premiação para professores e alunos.
O município paga o piso nacional dos professores?
Hoje paga sim.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
E na área de saúde?
Olha, Ruy Barbosa tem uma Santa Casa, com dez leitos de UTI, que é referência em ortopedia na Bahia. Segundo, teremos a inauguração da Unacom [Unidade de Alta Complexidade de Oncologia, do Hospital Regional de Ruy Barbosa], que será em setembro ou outubro. Essa unidade vai atender a cerca de 25 municípios, que virão fazer quimioterapia, cirurgia e acompanhamento. Isso impacta diretamente na saúde, como também na economia. Porque as pessoas vêm para cá para se hospedar, para fazer refeições, consumir. Tem também dois planos muito importantes: um é a saúde rural com mutirões voltados para especialidades, como cardiologista, ortopedista, ginecologista, ultrassonografista, além de atendimento odontológico. Esse projeto será feito através das emendas que o município vai receber, já que não consegue pagar as contas da saúde, como todo município pequeno. O outro projeto é a saúde noturna, que é o prolongamento do turno de atendimento para a noite. Vamos fazer também um mutirão de castração dos nossos pets, principalmente os pets abandonados na rua, que a gente tem uma quantidade muito grande.
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Nas suas propostas há também ação para moradia. Como será isso?
Já está em construção cem casas voltadas para isso, e com liberação já com convênio assinado de mais de 250. E existe um projeto próprio habitacional que é para a gente identificar aquelas casas no município em que as pessoas estão abaixo da linha de dignidade. E aí a gente vai fazer uma construção própria, com aluguel social enquanto reconstrói. Isso também vai ser através do governo do estado e governo federal, e com um recurso próprio.
Segurança pública é dever do estado, mas o município pode e deve contribuir para ajudar. O que o senhor pretende fazer nesse ponto?
Primeiro, ter um sistema de monitoramento de câmaras. Porque aí você inibe o marginal e identifica o crime.
O município ainda não tem um sistema de câmeras?
Existe, na verdade, um projeto na Câmara de Vereadores, e aí você precisa colocar em prática. É um projeto inclusive que foi colocado para ser votado por meio de um vereador da nossa base. O segundo ponto é nós termos uma Guarda Municipal. Para isso, é preciso abrir concurso público para realmente ela funcionar, com a turma treinada adequadamente, com a turma que tenha o porte de arma letal, porque é necessário até para o dia a dia em relação à marginalidade. O terceiro ato é fazer investimento em cultura, educação e esporte, incluindo aí projetos sociais.
E sobre emprego, o que o senhor pretende fazer?
Já existe uma tratativa em relação a uma fábrica de tecelagem. Hoje, Ruy Barbosa já tem uma fábrica de calçados, com 2,5 mil empregos. A gente está cobrando um novo pavilhão para conseguir mais 500, 600 empregos. E essa fábrica de tecelagem está praticamente certa. Já estamos buscando o terreno adequado, para dar incentivo fiscal em relação ao município, dar todo o apoio, e a gente conseguir mais mil empregos diretos. Depois, a Unacom trará mais 100 empregos diretos. O IF Baiano tem mais 150 empregos diretos. E aí a roda vai girando. Além disso, Ruy Barbosa é uma cidade que tem características turísticas. A Serra do Orobó, umas das maiores paisagens naturais na Bahia, é o segundo melhor local para voo livre do estado, ou seja, para a prática de parapente, asa delta. E o que acontece? Tá esquecida. A gente precisa fazer um trabalho de marketing, como uma parceria público-privada, e investir no turismo, que é uma saída também para fortalecer a economia daqui.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
No seu caso, por que votar em Doutor George e não em Eridan Dourado (MDB)?
Bom, primeiro, a gente tem que avaliar um plano de governo que seja voltado para o município, pensando em cada local dele, pensando em cada morador. Segundo, todo mundo conhece minha história. Eu sou filho da cidade, nasci e fui criado na cidade, não venho de família rica. Tive a oportunidade de ir para Salvador, através da família, todo mundo ajudando, fiz o curso que queria, exerço minha profissão de forma digna, poderia trabalhar em qualquer local do Brasil, e eu não venho para o município a cada quatro anos para ser candidato, pelo contrário. A candidata, ela não está no dia a dia no município, mora em outra cidade. Então, a gente precisa de uma candidatura própria, de alguém que tenha autonomia de poder para gerir nosso município.