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Economia: Inflação dos alimentos atinge menor patamar desde setembro de 2024, aponta IBGE

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Data: 24/10/2025 15:53:27

Fonte: sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) .


24 de outubro de 2025 — A inflação acumulada dos alimentos no Brasil atingiu o menor nível desde setembro de 2024, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou queda média de 0,02% em outubro no grupo de alimentos e bebidas, marcando o quinto mês consecutivo de deflação no setor.

De junho a outubro, o preço dos alimentos caiu 0,98%, refletindo uma desaceleração na inflação geral, que ficou em 0,18%, abaixo dos 0,48% de setembro. No acumulado de 12 meses, a inflação dos alimentos ficou em 6,26%, acima do índice geral (4,94%), mas ainda no menor patamar desde setembro de 2024, quando registrava 5,22%.

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Alimentos ficam mais baratos e aliviam o bolso das famílias

Entre os produtos que mais contribuíram para a queda dos preços em outubro estão a cebola (-7,65%), o ovo de galinha (-3,01%), o arroz (-1,37%) e o leite longa vida (-1%). Cada um desses recuos representou uma contribuição de 0,01 ponto percentual no índice total.

Outros alimentos também registraram quedas expressivas: pepino (-24,43%), abobrinha (-20,80%), morango (-15,63%) e peixe castanha (-12,68%), embora com peso menor no cálculo da inflação.

No acumulado de 12 meses, os maiores recuos de preço foram observados em batata-inglesa (-39%), feijão preto (-32%), cebola (-27%) e pepino (-27%). Já as altas mais significativas foram as do café moído (53%), abobrinha (43%) e pimentão (36%).

Inflação mais baixa é impulsionada por safra recorde e estabilidade dos preços agrícolas

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, avalia que o resultado é positivo e indica uma tendência de convergência para o centro da meta de inflação estabelecida pelo governo, de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual.

“Tendo em vista o peso da alimentação no orçamento das famílias, especialmente das de menor renda, o resultado de outubro é animador. A queda de produtos essenciais como arroz, leite, ovos e cebola traz alívio ao consumidor”, afirmou Queiroz.

O economista também destacou o impacto da safra recorde de grãos sobre os preços. “A abundância de grãos no mercado deve contribuir para a continuidade da desaceleração da inflação nos próximos meses”, completou.

Alimentação no domicílio tem menor variação desde 2024

A alimentação no domicílio, que exclui gastos com refeições fora de casa, apresentou variação de -0,10% em outubro e 5,47% no acumulado de 12 meses, o menor nível desde agosto de 2024. A categoria representa 21,63% do peso total do IPCA-15, que considera a variação de 377 produtos e serviços consumidos por famílias com renda de até 40 salários mínimos.


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