Renovação de frota de caminhões avança, mas futuro do Move Brasil é incerto
Data: 06/03/2026 23:10:27
Fonte: No sábado (28), Geraldo Alckmin, que é ministro do MDIC, o Ministério do
Desenvolvimentos, Indústria, Comércio e Serviços, informou em visita a uma
concessionária da Mercedes-Benz em São Paulo (SP) deu uma dimensão da frota
de usados com mais de 20 …
Chegou a R$ 3,7 bilhões o volume de recursos aprovados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a compra de caminhões novos dentro do programa Move Brasil, lançado pelo governo federal em janeiro para promover a renovação de frota no país – e também dar um gás nas vendas no segmento.
Até última quarta-feira (25), o banco informou que, até esse momento, 5,8 mil veículos foram financiados por meio dos recursos do programa, dos quais 3,1 mil foram caminhões. O Move Brasil também estimula a compra de veículos fora de estrada.
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Ao longo da vigência do programa serão concedidos R$ 10 bilhões em créditos, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES. Lançada oficialmente em 8 de janeiro, a iniciativa oferece financiamento com taxas de juros mais baixas para caminhoneiros autônomos, cooperativados e empresas de transporte de cargas.
Dentre os critérios para acessar os recursos estão parâmetros de sustentabilidade e produção local desses veículos. Com relação ao primeiro item, o governo federal ainda não divulgou quantos caminhões usados foram retirados da frota circulante em troca do crédito.
No sábado (28), Geraldo Alckmin, que é ministro do MDIC, o Ministério do Desenvolvimentos, Indústria, Comércio e Serviços, informou em visita a uma concessionária da Mercedes-Benz em São Paulo (SP) deu uma dimensão da frota de usados com mais de 20 anos em circulação: 300 mil unidades. Mas não informou, contudo, quantos saíram das estradas por meio do programa de renovação de frota.
Com o avanço do programa, muito se pergunta a respeito da sua continuidade para além dos quatro meses da sua vigência. Interlocutores das montadoras já demonstraram em várias oportunidades que medidas como o Move Brasil deveriam ser perenes por razões ambientais e, claro, comerciais.
No entanto, Alckmin disse na concessionária da Mercedes que isso não deverá acontecer. Não apenas porque o programa existe por meio de uma Medida Provisória (MP), mas porque, na sua vis]ao, não há agilidade no congresso suficiente para trabalhar essa perenidade do programa. Tampouco recursos para custeá-lo por mais tempo.
“Se não conseguirmos instalar uma comissão para que a medida se torne lei nos próximos meses, nós vamos ajudar a consumir os recursos do programa em sua totalidade”, disse o ministro do MDIC no sábado. Ele também comentou que o volume atualizado de recursos pode ter chegado a R$ 4,2 bilhões, algo que o BNDES, contudo, ainda não confirmou.