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Índia assina acordo e promete investir R$ 722 milhões no Brasil nos próximos meses

Fonte: correiodoestado.com.br | Data: 07/03/2026 20:59:34

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Durante missão realizada na Índia, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou três parcerias em função do Desenvolvimento Produtivo (PDPs). Na prática, o elo criado integra um conjunto de estratégias para a produção nacional de medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS), prevendo um investimento de até R$ 722 milhões no primeiro ano.

As estimativas levam a crer que a parceria com o país asiático tende a atingir R$ 10 bilhões em uma década, a partir do uso do poder de compra do Estado para ofertar aos pacientes do SUS os medicamentos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe. Durante o Fórum Empresarial Brasil–Índia, em Nova Delhi, o teor das documentações foi revelado pelas autoridades.

Brasil
Créditos: Ricardo Stuckert/PR

Projetando encontrar medicamentos assertivos no combate ao câncer, a parceria entre Brasil e Índia mostrou que um caminho de esperança está sendo trilhado, além de atravessar fronteiras. Enquanto os remédios serão ofertados gratuitamente no SUS, no mercado podem custar entre R$ 3,5 mil e R$ 20,5 mil, variando conforme a dosagem.

“Nesta visita, a Fundação Oswaldo Cruz assinou acordos para pesquisa e produção local de insumos estratégicos, como a vacina contra a tuberculose e medicamentos oncológicos, imunossupressores e voltados a doenças negligenciadas e raras. Também há grande potencial de colaboração na área de hospitais inteligentes, como o que o ministro Padilha visitou em Bangalore há dois dias”, afirmou Lula.

Implicações do acordo firmado

Embora os aportes sejam destinados ao longo dos anos subsequentes, a iniciativa que prioriza a produção nacional de medicamentos oncológicos integra a estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, retomada pelo governo do petista. Na prática, será garantido o abastecimento de fármacos, promovendo a transferência de tecnologia e ampliando a autonomia produtiva nacional.

“Estamos saindo da Índia com acordos que vão garantir ao Brasil medicamentos modernos para o tratamento do câncer de mama, de pele e das leucemias, ampliando o acesso e salvando vidas, especialmente de mulheres. Mais do que assegurar esses tratamentos, estamos viabilizando a transferência de tecnologia para fortalecer a produção nacional, gerar emprego e renda e ampliar a autonomia e a segurança dos pacientes brasileiros”, comentou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Por outro lado, a troca de papelada envolve ainda laboratórios públicos brasileiros e parceiros privados nacionais e indianos, com foco na internalização da produção e no desenvolvimento tecnológico. No mais, o encurtamento dos diálogos com o país asiático evidencia as estratégias de não depender do mercado internacional para ter acesso aos remédios.

Iara Alencar

Formada em Comunicação Social (Jornalismo) por intermédio da Universidade Federal de Alagoas.