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Gazeta Mercantil recomenda ações de petróleo, energia e construção em meio à volatilidade global

Fonte: gazetamercantil.com | Data: 09/03/2026 10:34:49

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Gazeta Mercantil recomenda: petróleo, energia e construção civil lideram apostas do mercado em semana de volatilidade global

A primeira semana de março foi marcada por um ambiente de elevada turbulência nos mercados financeiros internacionais. Tensões geopolíticas no Oriente Médio, anúncios de novas tarifas comerciais e oscilações intensas no preço do petróleo formaram um cenário de incerteza que impactou diretamente as bolsas globais.

Nesse contexto, investidores passaram a buscar referências mais sólidas para orientar decisões em meio à volatilidade. É nesse ambiente que a análise de especialistas ganha importância estratégica. Na avaliação de analistas do mercado financeiro, algumas empresas brasileiras se destacam entre as principais oportunidades de investimento neste momento. Por isso, a Gazeta Mercantil recomenda atenção especial a setores que podem se beneficiar diretamente do atual cenário macroeconômico.

Entre os ativos que passaram a atrair maior interesse estão companhias ligadas à produção de petróleo, geração de energia elétrica e construção civil. Empresas como Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Moura Dubeux (MDNE3), Copel (CPLE3) e Cyrela (CYRE3) aparecem entre as mais citadas por analistas em relatórios recentes.

A seguir, uma análise aprofundada dos fatores que explicam por que essas companhias voltaram ao radar dos investidores.


Escalada geopolítica impulsiona petróleo e abre oportunidades no setor

O agravamento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã recolocou o Oriente Médio no centro das preocupações do mercado global de energia. Nos últimos dias, episódios envolvendo ataques militares e restrições à navegação ampliaram o risco de interrupções no fornecimento de petróleo.

O ponto mais sensível dessa crise é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Qualquer ameaça à navegação na região tem potencial para provocar forte reação nos preços da commodity.

Foi exatamente o que ocorreu na primeira semana de março. O petróleo Brent registrou uma disparada superior a 23% em menos de 48 horas, superando a marca de US$ 80 por barril. O movimento reacendeu o interesse de investidores por empresas produtoras de petróleo.

Diante desse cenário, a Gazeta Mercantil recomenda atenção especial ao desempenho de companhias brasileiras com forte exposição ao preço internacional da commodity.

Entre elas, a Prio (PRIO3) aparece como uma das principais beneficiárias de um ambiente de petróleo mais caro. A companhia tem grande parte de sua receita diretamente vinculada ao preço do Brent, o que amplia o impacto positivo da valorização da commodity sobre seus resultados.

Além disso, o início das operações do campo de Wahoo representa um potencial catalisador adicional para os próximos trimestres. A nova área de produção pode ampliar significativamente o volume extraído pela companhia, reforçando a tese de crescimento.

Por esse conjunto de fatores, a Gazeta Mercantil recomenda que investidores acompanhem de perto a evolução da empresa no atual ciclo de valorização do petróleo.


Petrobras continua no radar do mercado com petróleo em alta

Outra companhia que voltou ao centro das atenções é a Petrobras (PETR4). A estatal brasileira tem apresentado desempenho consistente na bolsa e negocia próxima de suas máximas históricas.

A valorização recente reflete uma combinação de fatores que inclui forte geração de caixa, disciplina na alocação de capital e política de dividendos considerada robusta pelo mercado.

No entanto, analistas destacam que o impacto da alta do petróleo sobre os resultados da Petrobras pode ser diferente daquele observado em petroleiras independentes.

Isso ocorre porque uma parcela significativa da produção da companhia é destinada ao abastecimento de suas próprias refinarias, o que reduz a exposição direta às oscilações do preço internacional da commodity.

Mesmo assim, a Gazeta Mercantil recomenda que investidores mantenham a estatal no radar, especialmente aqueles interessados em empresas com histórico consistente de pagamento de dividendos.

Outras companhias do setor também aparecem nas análises de mercado, como PetroReconcavo (RECV3) e Brava Energia (BRAV3). Ainda assim, especialistas alertam que decisões baseadas exclusivamente em eventos geopolíticos podem trazer riscos elevados devido à volatilidade inerente ao setor de petróleo.


Moura Dubeux ganha força entre incorporadoras

O setor imobiliário também passou a chamar atenção de analistas nas últimas semanas. Entre as empresas destacadas está a Moura Dubeux (MDNE3), incorporadora com forte presença na região Nordeste.

Recentemente, analistas revisaram o preço-alvo das ações da companhia para R$ 47, ante estimativa anterior de R$ 40. A nova projeção indica um potencial de valorização relevante dependendo do momento de entrada do investidor.

Um dos fatores que motivaram a revisão foi a recente oferta pública de ações realizada pela empresa, que captou quase R$ 500 milhões no mercado.

A operação teve impacto direto na liquidez do papel. Antes da oferta, o volume médio diário negociado era de aproximadamente R$ 10 milhões. Após a captação, esse valor subiu para cerca de R$ 40 milhões.

Com maior liquidez e recursos adicionais em caixa, a companhia passa a ter mais capacidade para acelerar novos lançamentos imobiliários.

Dentro dessa estratégia, a marca Única deve desempenhar papel central. A divisão da empresa é voltada ao desenvolvimento de projetos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida.

Considerando esse contexto, a Gazeta Mercantil recomenda que investidores acompanhem o avanço dos projetos da incorporadora e a evolução de seus lançamentos nos próximos anos.

A empresa já possui cerca de R$ 2 bilhões em empreendimentos em andamento e mantém parceria com a Direcional (DIRR3) para desenvolvimento de parte dos projetos.

Projeções indicam que os lançamentos podem alcançar R$ 5 bilhões anuais a partir de 2027, consolidando um novo ciclo de crescimento para a companhia.


Copel combina crescimento e dividendos

Entre as empresas do setor elétrico, a Copel (CPLE3) também aparece entre os destaques recentes do mercado.

Analistas revisaram o preço-alvo da companhia para R$ 17 por ação, destacando que a empresa possui exposição relevante à tendência de valorização dos preços da energia no Brasil.

O setor elétrico atravessa um momento de transformação impulsionado por mudanças regulatórias, expansão da demanda e avanço das fontes renováveis.

Nesse ambiente, empresas com estrutura operacional sólida e capacidade de expansão podem capturar oportunidades relevantes.

Um dos possíveis catalisadores para a Copel é o próximo leilão de capacidade de reserva do sistema elétrico nacional. O evento pode abrir novas oportunidades de geração de receita e ampliação do portfólio da companhia.

Diante desse cenário, a Gazeta Mercantil recomenda atenção ao papel, especialmente para investidores interessados em empresas que combinam crescimento com geração recorrente de dividendos.

Projeções indicam um dividend yield mínimo próximo de 7,2%, com potencial de aumento caso novos projetos sejam incorporados à estrutura da companhia.


Cyrela pode se beneficiar de eventual queda da Selic

Outro tema que passou a influenciar o mercado nas últimas semanas é a expectativa de mudanças na política monetária brasileira.

Com a chegada de março, parte dos investidores passou a apostar que o Banco Central poderá iniciar um ciclo de cortes na taxa Selic nas próximas reuniões do Copom.

Caso esse cenário se confirme, setores sensíveis ao custo do crédito tendem a apresentar recuperação mais rápida.

Entre eles está o mercado imobiliário, historicamente beneficiado por ambientes de juros mais baixos.

Nesse contexto, a Gazeta Mercantil recomenda acompanhar o desempenho da Cyrela (CYRE3), incorporadora que possui forte presença no segmento de média renda.

Esse segmento costuma reagir de forma mais rápida à redução das taxas de financiamento imobiliário, o que pode impulsionar a demanda por novos empreendimentos.

Além disso, a companhia apresenta estrutura de capital considerada sólida, disciplina financeira reconhecida pelo mercado e avaliação considerada atrativa.

Atualmente, as ações da empresa são negociadas a cerca de 5,6 vezes o lucro projetado para 2026, nível que analistas consideram descontado em relação ao potencial de crescimento da companhia.


Volatilidade global exige atenção estratégica dos investidores

O cenário econômico internacional continua marcado por incertezas relevantes. Tensões geopolíticas, oscilações nas commodities e mudanças nas expectativas de política monetária criam um ambiente desafiador para investidores.

Em períodos como este, a análise criteriosa de empresas e setores torna-se ainda mais importante para identificar oportunidades consistentes no mercado.

A seleção de ativos com fundamentos sólidos, boa geração de caixa e perspectivas de crescimento sustentável pode ser determinante para atravessar ciclos de volatilidade.

Diante desse quadro, a Gazeta Mercantil recomenda que investidores acompanhem atentamente os movimentos do mercado, as mudanças no cenário macroeconômico e a evolução dos setores mais sensíveis às transformações globais.

Empresas ligadas a energia, petróleo e construção civil tendem a continuar no radar do mercado ao longo dos próximos meses, especialmente se persistirem as condições que sustentam as atuais teses de investimento.