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CPI do STF e Banco Master: Senador protocola requerimento no Senado

Fonte: diariodoestadogo.com.br | Data: 09/03/2026 21:06:23

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O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Crime
Organizado, senador Alessandro Veira (MDB-SE), protocolou um requerimento no
Senado para criação de uma nova CPI para investigar as relações dos ministros do
Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o banco Master.

O pedido foi apresentado na noite desta segunda-feira (9) e se junta a outros
três requerimentos para criações de CPIs que aguardam a aprovação – leitura do
pedido em plenário – do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

De acordo com o senador Vieira, o requerimento já conta com 35 assinaturas, ou
seja, tem oito a mais do que o mínimo necessário, que são 27. Dentre os
signatários estão 11 senadores do PL, inclusive o pré-candidato à presidência da
República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e seis parlamentares do PP, cujo presidente
do partido, senador Ciro Nogueira (PP-PI), também tem envolvimento com Vorcaro.

Entenda os casos

Envolvimento do ministro Dias Toffoli

No centro da polêmica envolvendo o ministro está a empresa Maridt – da qual o
ministro Dias Toffoli revelou ser sócio. A empresa que recebeu milhões de um
fundo de investimento ligado a outro fundo, cujo cotista único era Fabiano
Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A Maridt, que é administrada pelos irmãos de Toffoli, foi fundada em 2020. Em
dezembro daquele ano, tornou-se sócia do Resort Tayayá e, em 2021, vendeu parte
de suas ações para o fundo ligado à família de Vorcaro.

Após as relações virem à tona, a pressão sobre o ministro aumentou até que, em
fevereiro, Toffoli deixou a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master
no âmbito do STF. O ministro André Mendoça assumiu a relatoria, após sorteio no sistema interno do tribunal.

Envolvimento do ministro Alexandre de Moraes

Já a primeira conexão do ministro Alexandre de Moraes com o tema surgiu no fim
de 2025, quando o jornal O Globo noticiou um contrato de R$ 129 milhões entre o
escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados – cuja propriedade é da esposa
do ministro, Viviane Barci de Moraes – com o Banco Master.

Na manhã desta segunda-feira (9), o escritório confirmou a existência de
contrato com o banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, mas sem mencionar valores.

Após a publicação, a comunicação do STF divulgou uma nota, na qual o ministro
Alexandre de Moraes nega que as mensagens enviadas pelo banqueiro foram para
ele.

Decisão sobre a CPI

O senador ainda afirmou que o caso ultrapassa a característica de “crise
bancária”, em função do prejuízo deixado pelo banco após a sua liquidação, e
coloca em jogo a “credibilidade do STF”.