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Trem de Passageiros volta após bloqueio do MST em ferrovia em MG | G1

Fonte: g1.globo.com | Data: 10/03/2026 18:18:03

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Segundo o MST, cerca de 700 mulheres participaram da mobilização, que fez parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra 2026.

Trem volta a circular nesta quarta

De acordo com a Vale, as viagens do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória-Minas serão retomadas nesta quarta-feira (11) nos dois sentidos, com partidas às 7h da manhã de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Passageiros que tinham viagem marcada para segunda-feira (9) ou terça-feira (10) podem remarcar os bilhetes ou solicitar reembolso do valor pago no prazo de até 30 dias.

Mais informações podem ser obtidas por meio do canal Alô Vale, pelo telefone 0800 285 7000.

Negociação

De acordo com o MST, a desocupação da ferrovia ocorreu após avanços nas negociações com a mineradora Samarco.

Manifestação do MST na linha férrea em Tumiritinga, Leste de Minas Gerais — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Segundo o movimento, a empresa se comprometeu a iniciar o reflorestamento de cerca de 2 mil hectares em assentamentos da reforma agrária na região e também avançar no pagamento das indenizações individuais às famílias atingidas.

O MST afirma que as medidas representam um passo na reparação ambiental e social, embora ainda não contemplem todas as reivindicações apresentadas.

De acordo com o movimento, a necessidade de restauração ambiental na região é de pelo menos 5.700 hectares.

Outras reivindicações

Mesmo com o fim do bloqueio, o MST informou que a mobilização continua. Entre as pautas defendidas pelo movimento estão:

  • continuidade das ações de reflorestamento em áreas atingidas
  • acesso à água potável para famílias impactadas
  • pagamento das indenizações às famílias atingidas

Protesto relembra desastre de Mariana

A mobilização também faz referência aos dez anos do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015 em Mariana, na Região Central de Minas Gerais.

Segundo o MST, milhares de famílias da Bacia do Rio Doce ainda aguardam medidas de reparação pelos impactos ambientais e sociais provocados pelo desastre.

O movimento afirma que cerca de duas mil famílias sem terra ainda aguardam indenizações relacionadas aos danos causados pelo rompimento da barragem.

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