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Tebet e Marina aguardam sinal de Lula e Haddad sobre chapa em SP

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Data: 11/03/2026 15:14:23

Fonte: A decisão de Haddad de aceitar a missão em São Paulo era o maior entrave
para a definição da chapa, mas não o único. A definição do papel de Geraldo
Alckmin na eleição também impacta na estratégia em São Paulo.

Tidas como duas peças fundamentais da estratégia eleitoral do PT em São Paulo, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) estão em modo de espera. As duas ministras aguardam um sinal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para decidirem se seguirão adiante com os planos de trocarem de partido para disputar as eleições deste ano.


Como a CNN revelou no fim do ano passado, Tebet e Marina negociam há meses a formação da chapa que será encabeçada por Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A ideia é dar mais tração à empreitada do ministro da Fazenda ao Palácio dos Bandeirantes, que tem Tarcísio de Freitas (Republicanos) como amplo favorito.


Mas o foco principal é construir um palanque forte para Lula no maior colégio eleitoral do País.



Marina, como também antecipou a CNN, cogita deixar a Rede Sustentabilidade, podendo se filiar novamente ao PT. PSOL e PSB também estão no radar da ministra, que deseja disputar o Senado.


Parte do PT tenta emplacar a ideia de uma candidatura de Marina à Câmara, mas ela tem rejeitado essa alternativa. Marina, segundo interlocutores, ainda espera para uma conversa com Lula.


Já Simone Tebet, hoje no MDB, teria como destino mais provável o PSB, segundo as conversas mais recentes sobre o assunto. A ministra já esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, de acordo com o âncora do Bastidores CNN, Gustavo Uribe, deve ter mais uma conversa com o petista.


A decisão de Haddad de aceitar a missão em São Paulo era o maior entrave para a definição da chapa, mas não o único. A definição do papel de Geraldo Alckmin na eleição também impacta na estratégia em São Paulo.


Caso o ex-tucano seja preterido no desejo de continuar na vice de Lula, uma possibilidade seria uma candidatura ao Senado, o que levaria a um redesenho da chapa.


Alckmin, de qualquer forma, terá um papel importante na campanha paulista, na esperança de transferir parte de seus próprios votos no Estado para o ministro da Fazenda.


Haddad ainda evita confirmar publicamente a candidatura, mas já avisou que deixará o ministério da Fazenda nos próximos dias. O ministro, segundo aliados, deve tirar alguns dias de descanso antes de embarcar na corrida estadual.


Ainda é incerto dentro do PT se a chapa será definida antes ou depois da saída do ministro do governo.