Mpox não é crise nacional, mas é preciso proteger grupo de risco | Outras Palavras
Fonte: outraspalavras.net | Data: 13/03/2026 14:43:48
• Mpox avança no Brasil, mas não é crise • Superbactéria KPC em hospital de Campinas • Após destruição, falta gás em Gaza • E MAIS: maconha medicinal; atendimento domiciliar; alzheimer; seguros de saúde nos EUA •

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O Brasil registra, atualmente, 140 casos confirmados de mpox. Apesar do crescimento de ocorrências, a infectologista Maria Felipe Medeiros, em entrevista à Carta Capital aponta que o cenário não configura um alerta nacional. O Ministério da Saúde também afirma não haver situação de crise, e garante que o Sistema Único de Saúde está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos.
A infectologista discorre sobre o caráter migratório importante da doença, que explica a maior concentração de casos em São Paulo. A metrópole é a região brasileira com mais casos confirmados, 93, seguida pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais e Roraima. Maria reforça, ainda, que é improvável um novo surto como o ocorrido em 2022 – contudo, é necessário que a vacinação seja garantida aos grupos de risco.
Segundo o Ministério da Saúde, os grupos que devem ser imunizados são: pessoas vivendo com HIV, usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição) e profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o orthopoxvírus.
Hospital em Campinas restringe atendimento para conter superbactéria
O atendimento na UTI Adulto do Hospital Municipal de Campinas Mário Gatti está suspenso após a identificação de sete pacientes contaminados por uma superbactéria chamada KPC. A UTI não está recebendo novos pacientes desde a terça-feira (10).
O problema da formação das chamadas superbactérias já é um fenômeno amplamente estudado e que preocupa autoridades sanitárias. Conhecido como RAM (Resistência Antimicrobiana), esse processo faz com que espécies pré-existentes desenvolvam mecanismos que dificultam o tratamento. Ele é causado sobretudo pelo uso indiscriminado de antibióticos – tanto em humanos quanto veterinários.
A KPC não é uma espécie nova de bactéria, mas sim uma variante da Klebsiella pneumoniae, um microrganismo que já existe naturalmente e pode causar infecções, mas que desenvolveu um mecanismo que dificulta o tratamento: “A diferença está na capacidade da bactéria de produzir uma enzima que destrói os antibióticos”, explicam autoridades ao G1.
Falta gás em Gaza, e famílias passam fome
A população de Gaza tem sofrido com uma prolongada falta de gás para cozinhar, que persiste desde o início do processo de genocídio. A questão faz com que famílias desabrigadas precisem procurar alternativas para cumprir tarefas básicas de sobrevivência, como a queima de pedaços de madeira e plástico para esquentar alimentos ou ferver água. O “Cessar Fogo” aprovado no último mês de outubro teria autorizado a entrada de combustíveis do tipo, mas as quantidades que chegam à cidade palestina são muito menores do que o necessário.
Dados da ONU apontam que 54,4% das famílias dependem de fogueiras, cerca de 43%, queimam plástico, e apenas 1,5% têm acesso ao gás de cozinha. Os métodos, contudo, são extremamente nocivos à saúde, pela exposição constante à fumaça e aos resíduos tóxicos. O cenário tem gerado um aumento no preço da lenha vendida no território. As dificuldades vão além, com relatos de grandes problemas para acender o fogo diante do clima desfavorável que atinge a região.
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Cannabis medicinal
O TRF-3 concedeu autorização para um paciente cultivar cannabis medicinal. Se estabelece um novo entendimento, menos burocrático, para a concessão de salvo-conduto. Com prescrição médica e autorização da Anvisa, beneficiário pode importar 24 sementes por ano e cultivar 32 plantas para a produção do óleo medicinal. Conheça o processo.
Cuidando em Casa
Famílias de Fortaleza (CE), Juazeiro (BA) e Colombo (PR) passarão a receber a visita de profissionais de saúde e de assistência social para triagem e implementação de um projeto-piloto, de caráter nacional, de atendimento domiciliar para pessoas idosas. Saiba mais.
Alzheimer e hábitos saudáveis
Estilo de vida mais saudável é essencial para retardar o declínio cognitivo em idosos com risco de demência, dizem autoridades durante evento da Associação Internacional de Alzheimer. Na América Latina, 56% dos casos poderiam ser evitados. Entenda por quê.
Saúde precária nos EUA
Um terço da população estadunidense tem cortado gastos ou buscado empréstimos para manter o seguro-saúde. Com o aumento dos custos médicos, mais de 80 milhões de pessoas precisam pular refeições ou deixar de dirigir. Leia a matéria completa.
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