Alive: Banco Master explodiu no governo do PT!
Fonte: claudiodantas.com.br | Data: 13/03/2026 15:22:53
Durante o programa Alive, exibido nesta sexta-feira (13) no YouTube, o jornalista Cláudio Dantas afirmou que o crescimento do Banco Master ocorreu durante governos do Partido dos Trabalhadores e cobrou explicações sobre a relação da instituição com autoridades e integrantes do sistema financeiro.
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“Quando a gente fala do Master, a gente está falando do PT”, afirmou o apresentador. Segundo ele, o banco “explodiu no governo do PT” e consolidou operações durante esse período.
Dantas citou levantamento divulgado pela imprensa que aponta encontros entre representantes do banco e integrantes da cúpula do Banco Central do Brasil.
“Representantes do Master tiveram 65 reuniões com integrantes da cúpula do Banco Central desde 2018”, disse. Ele destacou que 24 desses encontros ocorreram durante a gestão de Roberto Campos Neto e outros 41 em 2025, já sob a presidência de Gabriel Galípolo.
O apresentador também mencionou relações políticas e contratações feitas pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo ele, o empresário teria contratado “um ex-ministro do Lula” e posteriormente “o filho do ex-ministro do Supremo”.
Dantas afirmou ainda que a atuação do banco precisa ser esclarecida no Congresso. “Tem que explicar”, disse ao comentar as reuniões e o crescimento das operações da instituição.
Pressão por CPI
A cientista política Júlia Lucy afirmou no programa que o caso precisa ser investigado pelo Legislativo.
“Que a gente tem de ter uma CPI para investigar o caso Master. Isso é óbvio”, declarou.
Segundo ela, a investigação da Polícia Federal e decisões recentes do Supremo Tribunal Federal não substituem a apuração política.
Lucy citou suspeitas levantadas durante a investigação envolvendo pagamentos de cerca de R$ 1 milhão mensais ligados ao caso. Para ela, valores acima da média de mercado em contratos podem indicar necessidade de investigação.
“Todo contrato com valor muito acima do preço médio de mercado tem sim um ponto a ser investigado. Pode ser uma estratégia para lavar dinheiro”, afirmou.
Ela acrescentou que o Congresso poderia expor novas informações sobre o caso. “O ambiente político do Congresso Nacional vai fazer com que muitas coisas apareçam.”
Relações políticas
A advogada Carol Sponza também cobrou investigação sobre relações entre integrantes do governo e o banco.
Segundo ela, o caso envolve figuras que transitaram entre cargos públicos e posições em instituições privadas.
“Isso é muito sério, é uma interferência direta do governo federal no banco”, afirmou.
Sponza citou o que classificou como “porta giratória” entre cargos públicos e instituições financeiras. “Em centros políticos a gente chama isso de revolving doors”, disse.
Para ela, ex-autoridades que passaram por instituições financeiras deveriam ser convocadas para prestar esclarecimentos em uma comissão parlamentar.
Estrutura de influência
O analista econômico Ary Alcântara afirmou no programa que o banco teria montado uma rede de influência política e institucional.
Segundo ele, a presença de figuras conhecidas em conselhos e estruturas do banco indica tentativa de obter proteção política.
“O que o Vorcaro estava montando era uma estrutura de proteção, uma estrutura de blindagem”, afirmou.
Alcântara disse que a presença de nomes ligados ao governo e ao sistema financeiro em estruturas do banco levanta questionamentos. “Pra que um banqueiro precisa de determinadas figuras no conselho a não ser para algum favorecimento do Estado?”, questionou.
Contexto político
O caso envolve investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de crimes financeiros e movimentações ligadas ao banco.
A prisão preventiva de Daniel Vorcaro foi mantida pela Segunda Turma do STF nesta sexta-feira (13), após votos favoráveis dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
Nos bastidores políticos, o caso também tem sido associado a relações entre o banqueiro e figuras ligadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os episódios citados está a contratação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como consultor do banco em 2024, com remuneração mensal de cerca de R$ 1 milhão. Segundo relatos políticos, a indicação teria contado com apoio do senador Jaques Wagner.