Policial é condenado por liderar milícia com aparato da Polícia Civil | G1
Fonte: g1.globo.com | Data: 13/03/2026 17:20:55
Policial é condenado por liderar milícia e usar armas, viatura e sistemas da Polícia Civil em MG
Investigador, que atuava em Ubá, foi preso em 2024 durante a operação ‘Segurança Máxima’. Ele foi condenado a 11 anos de prisão e perderá o cargo público, segundo a sentença.
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Um policial civil de Ubá foi condenado a 11 anos e três meses de prisão pelos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva.
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Ele foi preso no dia 28 de novembro de 2024 durante a operação “Segurança Máxima”.
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Segundo a decisão, ele estruturou um grupo armado, incluindo outros policiais, que usava aparatos estatais para prestação de segurança privada.
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Os serviços prestados pelo agente incluíam escoltas armadas e intervenções em ocorrências policiais, com o uso de viatura, armamento e sistemas restritos da Polícia Civil.
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Conforme a sentença, também foi reconhecido que ele era o proprietário de carros de luxo e de uma aeronave, que foram apreendidos na 1ª fase da operação.
Policial condenado era dono de carros de luxo e de até um avião — Foto: Ministério Público/Divulgação
Foi condenado a 11 anos e três meses de prisão o policial civil de Ubá denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pelos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva. Conforme a sentença, ele, que atuava como investigador, também vai perder o cargo público.
O policial foi preso no dia 28 de novembro de 2024 durante a operação ‘Segurança Máxima‘. O nome dele não foi divulgado pelo Ministério Público. Segundo o Tribunal de Justiça, o caso está em segredo de Justiça, e nenhum detalhe pôde ser repassado.
Segundo a decisão, ele estruturou um grupo armado, incluindo outros policiais, que usava aparatos estatais para prestação de segurança privada, “valendo-se de seu cargo para captar clientes para sua empresa de segurança, que operava mediante coações e cobrança de vantagens indevidas”.
Os serviços prestados pelo agente incluíam escoltas armadas e intervenções em ocorrências policiais, com o uso de viatura, armamento e sistemas restritos da Polícia Civil, inclusive com ameaças a desafetos dos contratantes da empresa de segurança.
O policial ainda responde por outras duas ações penais: uma pela prática de 272 crimes de corrupção e outra pelo cometimento do delito de obstrução a investigação de organização criminosa.
O g1 fez contato com a Polícia Civil, que disse que comenta decisões proferidas pela Justiça.