Setor de serviços inicia 2026 com alta e mantém nível recorde no país
Fonte: agromais.uol.com.br | Data: 13/03/2026 17:31:10
O volume de serviços no Brasil registrou variação positiva de 0,3% em janeiro, na comparação com dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal. Os dados foram divulgados na sexta-feira (13) pelo IBGE, por meio da Pesquisa Mensal de Serviços.
Com o resultado, o setor voltou a alcançar o maior patamar da série histórica, nível que também havia sido registrado em outubro e novembro do ano passado. O volume de serviços permanece ainda 20,1% acima do nível observado antes da pandemia, em fevereiro de 2020.
Na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral ficou estável no trimestre encerrado em janeiro, sem variação em relação ao período imediatamente anterior.
O crescimento mensal foi puxado por três das cinco atividades analisadas. O destaque ficou para o grupo de outros serviços, com avanço de 3,7%, seguido por informação e comunicação, que cresceu 1,0%, e transportes, com alta de 0,4%. Por outro lado, os serviços prestados às famílias recuaram 1,2%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis.
Segundo o gerente da pesquisa no IBGE, Rodrigo Lobo, o desempenho de janeiro manteve o setor no patamar mais elevado da série, com crescimento distribuído em diferentes segmentos. Entre as atividades que contribuíram para o resultado estão serviços ligados ao agenciamento de publicidade, tecnologia da informação, serviços financeiros auxiliares e atividades de correio.
Na comparação com janeiro de 2025, o volume de serviços cresceu 3,3%, registrando o 22º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresenta expansão de 3,0%.
Os maiores impactos nessa comparação anual vieram das atividades de informação e comunicação, que avançaram 6,5%, e dos serviços profissionais, administrativos e complementares, com crescimento de 5,0%. Também contribuíram para o resultado positivo os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com alta de 1,1%, além de outros serviços, que cresceram 1,9%, e dos serviços prestados às famílias, com avanço de 0,5%.
O índice de difusão, que mede a proporção de atividades com crescimento, ficou em 48,2% em janeiro, considerando os 166 tipos de serviços investigados pela pesquisa.
O segmento de turismo apresentou retração no início do ano. Em janeiro, o índice de atividades turísticas recuou 1,1% frente a dezembro de 2025, registrando o segundo resultado negativo consecutivo. Mesmo assim, o setor permanece 11,6% acima do nível observado antes da pandemia, embora ainda esteja 1,9% abaixo do pico histórico alcançado em dezembro de 2024.
Entre os estados pesquisados, oito registraram queda no turismo. O principal impacto negativo veio do Paraná, com retração de 9,4%, seguido por Pernambuco (-8,1%) e Rio de Janeiro (-1,6%). No sentido oposto, São Paulo apresentou a principal influência positiva, com alta de 0,6%, seguido por Amazonas (4,7%) e Pará (3,2%).
De acordo com o IBGE, a retração nas atividades turísticas foi influenciada principalmente pelo recuo dos serviços prestados às famílias, especialmente restaurantes, após um mês de dezembro com base de comparação elevada.
No segmento de transportes, o volume de serviços de transporte de passageiros ficou estável em janeiro na comparação com dezembro. Mesmo assim, o setor permanece 6,7% acima do nível pré-pandemia, embora ainda esteja 17,9% abaixo do pico histórico registrado em fevereiro de 2014.
Já o transporte de cargas avançou 0,1% no mês. O nível atual está 4,3% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em julho de 2023, mas permanece 38,3% acima do patamar observado antes da pandemia.
Regionalmente, o volume de serviços cresceu em 12 das 27 unidades da federação em janeiro. O principal impacto positivo veio de São Paulo, com alta de 1,6%, seguido por Mato Grosso (5,6%), Santa Catarina (1,3%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pará (3,1%). As principais influências negativas foram observadas no Paraná, com queda de 7,1%, e no Rio de Janeiro, que recuou 3,0%.
Com informações do IBGE
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